Meu namorado é um menino não é um homem

Tenho 20 anos e ele 22, o meu ex, quando a gente começou a namorar eu tinha 16 anos e tdo era muito bonito é lindo passando um tempo ele começou a trabalhar já não tinha mas tempo pra mim cmo antes e eu não entendia esto é era muito chata, mas eu dava conta que ele tbm já não tinha mas paciência comg dizia que eu era muito chata lh ... Então me casei com um homem hétero, sim, mas isso não quer dizer que eu ainda não seja pansexual. Quer dizer que optei por passar minha vida com a pessoa que amo – que, por acaso, é um homem. Não se nasce Homem, torna-se Homem Então ele pode não ter se tornado Homem ainda, ser mentalmente só um menino que ainda não acordou pra vida. Mas biologicamente ele já é um Homem. Entender como conquistar um homem não é uma tarefa científica e muito menos algo penoso. Inclusive, a paquera é um ótimo momento para se conhecer mais como mulher e melhorar questões de confiança pessoal. Mas lembre-se que essa conquista não deve acabar só porque se está casada ou namorando. Como Ganhar o Coração de um Homem. Você avistou o namorado perfeito, mas não sabe como mostrar a ele que você é a menina (ou menino) que ele realmente quer? Você quer que ele se apaixone por você da mesma forma que você é apaixonada por... Sinto um desejo enorme só de olhar para essa pessoa. Esse rapaz também é afim de mim, mas eu não vou trair meu namorado de forma alguma. Então, no final do ano passado resolvi dar um tempo no meu namoro para entender meus sentimentos e desejos. Mas não tive coragem de ficar o tal rapaz, porque eu amo o meu namorado. Se você pedir para um virginiano fazer algo, ele vai fazer melhor do que o esperado. É um espetáculo de parceiro! Pode ser que ele não dê tanta atenção ao fato de que a relação de vocês está ficando mais séria, mas pode ter certeza que ele provavelmente pensa em levar o namoro a outro nível. O 'ideal' de casal - daqueles que nós sempre vemos na TV e no cinema - geralmente tem uma configuração clássica: o homem sempre é mais alto do que a mulher. E é por isso que, ao vermos o contrário na vida real, estranhamos um pouco visualmente. + 10 coisas que você precisa saber antes de morar junto com seu namorado(a) + Confira os signos que combinam no amor e no namoro Que uma coisa fique claro aqui, quando um homem ou menino demora muito pra responder a um simples motivo por trás disso, ele não tem interesse em sua conversa, é do tipo que, se você quiser ficar com ele já é, mas ele não irá ficar desenvolvendo assuntos a todo instante, fica a dica, demorou horas e responde sem da explicação da ... homem mal sabe onde é o clitores. vai saber sobre hímem? olha, talvez o homem não saiba, mas teu corpo vai dar sinais. fora que pode doer muito, sangrar. é melhor tu ser sincera com ele pra não ser uma coisa ruim para os dois. e se ele for um cara legal, vai saber como agir em relação a isso.

Minha experiência nos EUA

2020.09.02 18:43 sweet_gih Minha experiência nos EUA

Eu fiz intercâmbio em 2018 em Los Angeles. Já vou começar dizendo q..a comida eu não gostei muito não. Podem ter certeza q a comida brasileira é muito melhor. As panquecas eu não gostei muito do gosto,mas eu acho q era é mulher q não sabia fazer. Açaí que é uma coisa q eu amo,é difícil achar...então a parte da comida eu não curto muito,o feijão é horrível mano. Os americanos são chatos demais velho,meu namorado fica bravo quando falo isso pq ele é americano kkkk,enfim,pelo menos no colégio q eu estava,as meninas eram chatas demais,elas pareciam ter inveja de quem era de outro país entendem? Os meninos eram legais até,eles gostam de quem fazia intercâmbio,eles perguntavam se podiam te ajudar e etc. Eu tinha tido um encontro com um garoto lá mas não acabou rolando nd,eles não beijam em encontro,apenas conversam..no final ficamos apenas na amizade. Eu tinha me apaixonado por um menino do mercado gente kkkkk,eu ia sempre naquele mercado só pra olhar pra ele,até q um dia eu perguntei pra ele "moço,onde tem papel higiênico?" Ele me levou até lá e teve um hora q falei baixinho em português "meu Deus,que homem lindo" ele deu risada e disse em português "agradeço pelo elogio moça" eu fiquei paralisada kkk. Toda escola vai ter um grupo de brasileiros gente,TODA. O brasileiro só não domina o mundo por preguiça msm kk. O aprendizado das escolas lá são bem melhores do q do Brasil..SEM DÚVIDAS. Eu fui na calçada da fama,é top demais. Pretendo morar lá mais pra frente
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2020.08.18 01:59 EuRoddy Sou rejeitado por ser fora dos padrões

Amigos, preciso de ajuda.
Sou homem, carioca, tenho 28 anos, sou negro e gay. Embora eu seja uma pessoa normal, não tenho traços bonitos, meu rosto é coberto de cicatrizes e manchas de acne e foliculite, sou alto e desengonçado e sempre tive dificuldade em ganhar peso. Ou seja, sou feio. Talvez isso não seria um problema se minha vida não fosse tão triste...
Desde muito pequeno, sempre soube que era diferente. Embora gostasse de "coisas de menino", sempre percebi que a figura masculina me atraia muito mais que a feminina. Mas, por conta do enorme preconceito do ambiente familiar e na escola, tentei, por muitos e muitos anos, refrear qualquer tipo de sentimento homoafetivo. Sempre busquei me aproximar dos homens apenas como forma de amizade. Felizmente, pude ter alguns amigos ao longo dos ensinos fundamental, médio e superior. Apesar disso, o bullying foi uma constante na minha vida. Sempre fui humilhado, ridicularizado e até agredido fisicamente na minha infância e adolescência por ser um menino sensível, péssimo nos esportes e, sim, feio. Não bastasse a humilhação por parte dos meninos, também era rejeitado por muitas meninas. Na minha tentativa fracassada de tentar ser hétero, acumulei apenas frustrações. Conclusão: terminei o ensino médio, com 17 anos sem sequer ter beijado na boca.
Entre 2010 e início de 2012, passei um dos períodos mais solitários da minha vida. E foi nesse período que minha saúde mental piorou. Ao ter meu primeiro contato com a pornografia gay, me dei conta de que por mais que tentasse, era impossível mudar a minha natureza. Ou seja, eu era gay e teria que me conformar. Porém, logo me dei conta de que ser gay não seria fácil. Além de ter a certeza de que jamais poderia me assumir por conta da religião da minha família, me dei conta de que o meio gay tem um gosto em que não me encaixava: homens brancos, musculosos e bonitos. Exatamente o contrário do que sou.
Quando comecei a faculdade, felizmente encontrei um ambiente diferente de tudo que até então tinha experimentado. Mantendo minha sexualidade escondida, fiz amizades, fui respeitado, saí, me diverti. Porém, faltava algo. Nunca havia namorado. Sequer tinha ficado com alguém. Estava eu com 23 anos sem sequer saber o que era tocar em uma pessoa. Até que, por influencia de amigos, cometi um dos piores erros da minha vida. Tentei namorar uma amiga, a única pessoa que, até então, demonstrou abertamente ter gostado de mim como homem. Meu desespero em me sentir uma pessoa normal falou mais alto, e eu investi nesse relacionamento desde o princípio fadado ao fracasso. Foi nela em quem dei meu primeiro beijo. Mas foi só isso. Embora eu tentasse, não sentia atração sexual por ela. Por mais carinhosa que fosse, eu sabia que não era aquilo que eu queria pra mim. Mas eu não poderia dizer porque tinha vergonha e medo demais para assumir que era gay. Até que um dia, tivemos uma discussão por conta de um amigo que ela não gostava e nossa tentativa de ficada acabou poucos meses depois. Pelo menos eu saí da faculdade tendo beijado na boca. Mas ainda virgem. Aos 25 anos...
O tempo passa. Me limito a saciar minha sexualidade com pornografia e masturbação. Mas só quando dava, porque dividia o quarto com meu irmão. Em 2018 entro no mestrado. Pouco mais de um ano depois, começo a escrever minha dissertação, termino meu estágio numa boa empresa e agora tenho tempo de sobra pra ficar em casa. E foi aí que a coisa piorou mais ainda. Novamente solitário, vieram a ansiedade e os sintomas de depressão. Não tinha ânimo para nada, sentia apenas o desespero por viver uma vida de merda, sem emprego, fazendo algo que detestava, e sem nunca ter tido a oportunidade de ser quem eu realmente era. Até que, decido a finalmente viver minha sexualidade, criei uma conta em um app de encontros gay, o Grindr. Tentando ter minha primeira experiência sexual, já aos 27 anos, acabei dando de cara com outra realidade: a do preconceito no mundo gay. Sendo negro, pobre, magro e fora de qualquer ideal estético, só encontrei mais rejeição. Algumas poucas e raríssimas vezes, tive momentos de felicidade ao não ser bloqueado por alguns caras, a maioria desses apenas por causa do meu pênis, certamente a minha única qualidade reconhecida pelos gays. Por quatro meses, busquei me relacionar com alguém, sem nenhum êxito. Até que em 4 de março desse ano, tive a chance que mais queria. Perder a virgindade. Mas o que parecia bom, foi na verdade uma das piores sensações da minha vida. Ao chegar na casa do rapaz, que morava a uns 500m da minha casa, me foi dado apenas o direito de fazer sexo oral e receber o esperma dele. Migalhando um pouco de prazer, me arrisquei fazendo sexo sem camisinha com um cara que nunca tinha visto na vida. Não rolou beijo, não rolou conversa, não rolou carinho. Apenas tive 10 minutos de sexo e fui pra casa. Uma semana depois, conheci outro cara, de 38 anos, lindo. Definitivamente a melhor coisa que poderia acontecer. Quando nos encontramos, ele pegou na minha mão, conversou comigo e me deixou à vontade. E transamos. Ou melhor, tentamos. Dessa vez, a minha total inexperiência me brochou. Ele gozou, eu não. Aliás, também não gozei na minha primeira transa. Perguntei a esse cara se eu o tinha decepcionado, ele disse que não, que deu errado pelo nervosismo. Acreditei nisso. Até que um dia, ele me chamou para ir à casa dele, à noite. Por medo de dar errado de novo, e pra não gerar desconfiança em casa, não fui. E o cara que eu achei compreensivo, e o primeiro homem que beijei, aos 27 anos, passou a me ignorar. Semana passada, tive uma das piores crises de ansiedade que já senti. Chorei de domingo a sexta. Tentando me aproximar dele de novo, pedi sua ajuda. Disse que estava me sentindo mal. Perguntei a ele se ele tinha me achado realmente atraente, se ele sentiu tesão em mim. Ele disse que iria responder, que estava digitando e que mandaria a resposta quando pudesse. Até agora nenhuma resposta. Me senti rejeitado de novo. Mas nada está ruim que não possa piorar...
Continuando minha busca por viver minha sexualidade, encontro cada vez mais nãos. Quando inicio uma conversa enfiando foto, sou bloqueado. E nas situações em que a conversa passa do oi, todo interesse do outro lado acaba quando mostro meu rosto e meu corpo. Cada vez mais minha autoestima diminui. Me sinto um lixo. Desde janeiro faço academia, já ganhei peso (embora ainda magro), tenho cuidado da pele do rosto e já até adotei um penteado mais moderno, mas tudo que eu tento fazer para ser alguém atraente de nada adianta. Sou preterido por ser fora dos padrões. Me sinto feliz por saber que ao menos uma vez pude beijar e me relacionar com alguém. Mas a certeza de que dificilmente irei encontrar alguém com quem possa dividir bons momentos me entristece demais. Aos 28 anos, nunca namorei. Nunca soube o que é me apaixonar. Não sei o que é sair com um namorado. Não sei o que é ser amado. E por mais que eu tente ser bom nas outras áreas da minha, a solidão é dolorosa demais. Sinto vontade de morrer. Minha comunidade me rejeita.
Sou infeliz.
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2020.08.07 17:25 sweet_gih O garoto machista

Estou brava mano,vou ser direta,minha sobrinha tem 13 anos e está na fase de se apaixonar e etc. Só q ela esta gostando de um menino muito esquisito! Ela é muito próxima de mim,ela me contou q estava gostando dele e tals,eu entrei no Instagram desse menino e vi coisas muito bizarras q me deu vontade de morrer. Como que pode existir um ser humano assim? Nas legendas ele escrevia coisas muito machistas do tipo "mulheres são que nem espermatozóide,quando se juntam enchem o saco". Quando foi hoje,minha sobrinha me ligou chorando dizendo q esse menino falou coisas absurdas pra ela! Não sei se tem como mandar foto por aqui,ela me mandou os prints e tudo mais! Ele falava q não ficava de jeito nenhum com mulher q tem estria,celulite e etc. Ele falou q não achava ela atraente o suficiente,disse q ela não leva jeito pra namorar e não sei mais oq. A minha vontade é de dar um murro nele! Eu preciso conversar com a mãe dele cara,de onde ele tirou essas coisas? Isso não é normal não cara,que mulher vai querer um homem assim? Ele se acha superior de todas as melhores,eu vi q ele compartilhou um post q dizia "Se Deus criou o homem primeiro e depois a mulher,as mulheres são os nossos genéricos" deu vontade de responder ele dizendo "Deus fez o rascunho primeiro e depois a obra prima" mas não falei nada não,só quis compartilhar pq eu achei ridículo demais! Esse cara não gosta de ser humano. Eu tenho estrias,tenho espinha,e meu namorado me ama do mesmo jeito,isso é normal! Mas fazer oq,tem gente q parece q no lugar do cérebro,tem bosta
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2020.08.06 15:01 ingridneves Sou babaca por não falar com um amigo de infância do meu namorado?

Eu namoro a 4 anos, e tudo sempre andou bem, meu namorado nao via esse menino (vou chamar ele de Carlos) a 1 ou 2 anos, Carlos sempre andava com meu namorado quando eram pequenos e agora pq tinha separado da sua namorada, voltou a andar com meu namorado. Como já era dezembro quando tudo isso aconteceu, resolvemos alugar uma casa de praia e ir junto com mais alguns amigos, tudo estava bem, até que Carlos resolveu começar a fazer comentários desnecessários, como falar do meu corpo ( sou uma menina gorda, e claramente ele se incomodava do seu amigo estar, como ele diz "com esse tipo de menina") fez comentários sobre o corpo do meu namorado, que não está em forma, e ainda fez comentários pejorativos sobre as meninas na praia, e quando vimos uma menina trans ele tratou como um bixo que ele nunca tinha visto ( olhando e rindo), além de ser um machista, que diz que não acha certo as mulheres quererem estar a cima dos homens, pq oque as feministas fazem, é uma inversão de valores, eu sendo uma militante ksksk, não aguentei de raiva falei algumas merdas pra ele, porém, não falei tudo que eu pensava pra não estragar o rolê de ninguém, a final, estávamos ali pra nos divertir, chegando em casa, meu namorado insistiu pra eu não falar com ele, pq se não ele poderia entender de outra forma e se afastar, estão deixei de lado, mas me incomodava muito quando meu namorado ia jogar com ele no discord, parecia que nada tinha acontecido, e por diversas vezes fui precipitada e briguei com meu namorado para não falar mais com ele, mas meu namorado disse que ele não tinha nada haver com isso, mesmo eu achando que ele tinha sim haver com alguma coisa, pq era amigo dele, resolvi eu mesma falar com ele... , ele fazia muitos comentários pejorativos do corpo do meu namorado, pq ele ""tá gordo"" sempre colocado meu namorado pra baixo e se exaltando pq ele tá malhando e meu namorado ( que tem problema de ansiedade e baixa alto estima como eu ) não, segundo ele era "brincadeira de homem" e que eu magoei muito ele, pq fui grossa, depôs disso, 2 amigos do meu namorado, vieram falar cmg, e me disserem que me acharam babaca e desnecessária, então fui babaca ?
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2020.07.29 08:57 _j0g4_f0r4_ Me sinto uma Sugar Baby involuntária

Eu conheci um menino jogando tem um ano, a gente começou a conversar fora disso, ficamos bem próximos, acho que a gente se gosta, e muitas vezes nossas conversas tem tons sexuais. Ele tava planejando vir me visitar no meio do ano (ele é de outro país), mas o corona atrapalhou nossos planos.
Eu não sei muito bem o que a gente é, mas algumas vezes ele já sugeriu que me vê como uma namorada, e eu sinto a mesma coisa... mas a gente nunca discutiu oficialmente isso porque concordamos que não faz sentido até a gente se conhecer pessoalmente, mas a gente concordou que se for sair com outra pessoa, a gente deveria avisar para o outro e tal.
Nunca tive tanta proximidade com alguém online e eu realmente acho estranho a nossa relação... nem sei o quão isso é relevante para o desabafo mas eu sou prolixa.
Outra coisa sobre mim é que eu vivo reclamando sobre como tudo é muito caro, eu ganho mal e lido muito mal com dinheiro. Então é sempre aquela coisa, não passo fome mas nunca tenho dinheiro para investir em nada e se alguma coisa sai do controle, fodeu.
Esse meu amigo tem um padrão de vida confortável de classe média do primeiro mundo, sendo de um país ridiculamente rico então convertendo o dinheiro dele pro Brasil todos os meus problemas de dinheiro aqui são ridículos para ele.
Como a gente conversa muito, ele me ouve muito reclamando sobre dinheiro. Mas eu nunca tive intenção que ele se sentisse culpado ou de pedir ajudar porque, realmente, eu sou pobre mas tenho todo o básico, e se eu fosse mais organizada, talvez conseguisse ter uma reserva.
Anyway, logo que a gente começou a conversar bastante, era sempre frustrante a qualidade do meu microfone e internet. A gente reclamava sempre sobre isso, e ele se ofereceu para comprar um repetidor de sinal e um microfone para mim. Eu aceitei porque seria algo que eu ia usar com ele principalmente, e era perto do meu aniversário e ele meio que jogou essa justificativa. Só que eu me senti muito mal com isso, como se ele tivesse comprando meu tempo.
Daí ele resolveu que queria me dar um presente mesmo de aniversário e me comprou mais um monte de outras coisas, depois foi natal, e a mesma coisa. A justificativa dele era que o dinheiro dele rendia muito comprando coisas no Brasil, então ele gostava de comprar coisas para mim. Quase toda semana ele me compra alguma coisinha, livro, HQ, maquiagem, coisa de decoração, roupa.
Quando a gente começou a trocar nudes, eu comentei um dia sobre ter só um par de lingerie bonita porque era muito caro... e agora eu tenho uma coleção. Ele me comprou um vibrador que ele consegue controlar pela internet, que eu pesquisei o preço e foi mais de mil reais.
Tudo que eu reclamo para ele que é pagável, ele oferece para me dar. Eu me sinto mal com isso porque eu tenho medo dele achar que eu reclamo porque quero que ele faça isso enquanto esse é só meu jeito mesmo. E eu tenho medo dele sentir que está me comprando, ou depois achar que eu estou usando ele.
Eu tenho medo de estar, de fato, usando ele. De ele ser tipo muito solitário e estar feliz com a atenção que eu dou e me mimar desse jeito porque não sabe lidar com a atenção. Ele tem bastante amigos, mas tudo homem. Ele já teve namoradas, mas faz um tempo que ele não tem ninguém.
E é uma situação muito confortável para mim. Eu tive um problema com o gás do meu apartamento e em outras épocas eu teria me fodido muito procurando o lugar mais barato e tendo que parcelar em mil vezes, mas na hora que eu comentei com ele, ele já perguntou se eu tinha ideia de quanto seria e ofereceu para me mandar o dinheiro. Eu aceitei, porque ele fez parecer que era muito barato para ele e pra mim isso ia significar ficar uns 5 meses me estressando com parcela no cartão... mas a minha consciência dói.
Uma coisa que me incomoda especialmente nisso é como eu sinto que meu comportamento com ele é diferente de que eu tive com todo mundo que eu me relacionei. Eu não sei se é normal pela nossa situação, ou se é por eu me sentir na obrigação disso. Mas eu sempre sou um pouco distante, mas com ele eu sou muito afetuosa, do tipo que deixa mensagem de bom dia para quando ele acordar e fico até de madrugada acordada para a gente conversar um pouquinho na hora que ele acorda porque eu sei que ele fica feliz com isso, sempre mandou mensagem dizendo que estou com saudade quando ele está ocupado, mando selfie/nudes aleatórias, entre outras coisas. Eu nunca fui esse tipo de pessoa para nenhum namorado/amigo.
TL;DR: Conheci um menino online que me dá muitos presentes porque ele é gringo e fica feliz com as coisas no Brasil serem baratas mas eu tenho medo de estar explorando ele.
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2020.07.27 02:47 madudaramos um desabafo

eu nunca estive tão perdida na minha vida, com essa quarentena, ficar tanto tempo longe de meus amigos e namorado, sem responsabilidades como estudo ou trabalho, me deixou numa situação que eu cada vez mais fiquei a merce de mim mesma e meus complexos/problemas/malresolvimentos e eu não consegui mais fugir de mim mesma.
desde muito nova eu sinto atração sexual por mulheres, e eu achava que esse era o ""normal"", quando eu criança queria pesquisar "pornografia" e digitava no google imagens "mulheres gostosas", eu achava que isso era ""normal"", por mais que desde sempre fui ensinada assim como todas as pessoas que, como menina, eu tinha que gostar de meninos, namorar meninos e me apaixonar por meninos, e, normalmente, eu tinha minhas paquerinhas na escola, todos meninos.
até que um dia, assistindo um desses desenhos tipo family guy, eu reparei que a personagem tinha falado que tinha se exitado com um homem musculoso, e eu me indaguei se eu tinha que me sentir assim, completamente confusa, porque eu achava se só sentia atração por mulheres.
com o passar dos anos eu fui crescendo e aprendendo que o "normal" era as meninas se exitarem com homens, minhas amigas e primas me mostravam homens sem camisa e eu só ia na onda, eu só queria ser normal. eu não entendia pq eu era errada, mas nunca me preocupei muito com isso.
eu tive experiencias que todas mulheres heterosexuais tiveram, tive meu primeiro beijo, meus primeiros namoros, minhas primeiras experiencias sexuais, minhas primeiras paixões: todas com meninos. mas quanto mais eu amadurecia e mais o tempo passava aquele "segredinho" ia me consumindo e ficava cada vez mais dificil de fugir.
em 2017, com 16 anos, eu perdi minha virgindade com meu namorado na época, foi meu primeiro namoro sério. a ideia de ser bissexual tava muito real na minha cabeça e quando terminamos, em meados de 2018, eu contei pra um dos meus amigos próximos que eu tava questionando minha sexualidade e queria que ele desenrolasse alguma menina pra mim, mas mais ou menos um mes depois do término, eu me relacionei com meu melhor amigo, que eu sempre tive sentimentos, e eu tava completamente apaixonada, e por acaso, ainda estou, estamos namorando desde maio de 2018, completamos 2 anos recentemente e eu o amo muito, mas aí que vem o problema.
desde o um pouco antes da quarentena minha sexualidade voltou a ser uma tópico na minha cabeça que tava me enlouquecendo, eu tava/to apaixonada por ele, e por mais que eu sinta sim atração por ele, não é nada comparado ao que eu sinto quando fantasio por mulheres, eu acho que ao longo dos anos eu aprendi a amar homens, a deseja-los e tudo isso, mas no momento que eu to mais vulnerável, não é no sexo masculino que eu penso, e isso me corroe, porque eu não sei me imagino sem ele ao meu lado mas ao mesmo tempo a ideia de nunca me relacionar com uma mulher me deixa maluca, eu não tenho coragem de contar pros meus amigos porque eu tenho medo que tudo mude, e eu também tenho medo de num futuro que eu me apaixone por uma mulher eu tenha que me abrir pros meus pais e por mais liberais que eles pareçam, eu cresci minha vida toda ouvindo eles ridicularizarem lésbicas e gays com piadinhas e comentarios esteriotipados, eu tenho muito medo de que tudo mude, de que eu perca meu melhor amigo, eu tenho tanto tanto tanto medo de tudo .
talvez viver uma vida hetero seja mais fácil.
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2020.06.28 12:39 NayhAlmeida Sou babaca por não contar para minha família que estou a um ano morando fora do Brasil?

Olá galera, criei essa conta só para contar essa história. Desculpe os erros de português,estou muito nervosa e me sinto muito estranha contando isso.
Me chamo Nay, mas vou preservar minha família dessa exposição então não usarei os nomes deles. Nasci de uma gravidez indesejada, não convivo com meu pai e minha mãe me deixou com minha avó para viver com meu padrasto, pois na época ele exigiu que eu não existisse entre os dois, então eu morava com minha avó, meu avô, meu bisavô João e meu tio. Minha família é muito conservadora, é de interior de Minas e é muito fervorosa religiosamente, com isso eles sentiram muita raiva da minha mãe com isso tudo, na época meu tio tinha 15 anos e era o prodígio da família, pois iria ser padre, e meus avós faziam de tudo por ele até eu nascer e tomar toda essa atenção e cuidados, meu tio ficou muito irritado alguns primos falam que ele falava que eu estava dormindo quando pequena só para que as amigas da minha avó não fosse me visitar, o tempo passa eu já com 12 anos e meu tio foi "rejeitado" na escola dominical com decidiu fazer faculdade, mas meu bisavô decidiu em vez de ajudar ele nos custos e essas coisas, que teria prometido antes, ele me colocou em um Colégio particular bom da minha cidade, pagar cursos de pintura (que amo) e essas coisas, meu tio ficou com muita raiva de mim e quando todos não viam ele me batia e fazia com que tudo de errado da casa caísse sobre mim, exemplo quem quebrou isso? Deve ter sido a Nay, minha avó não gostava das minhas atitudes já que eu não ia a igreja com ela, detestava rezar o terço e isso piorava com o que meu tio fazia, meu bisavô morreu quando tinha 12 anos e então esse ano foi péssimo entrei em depressão, todos me acusavam de não dar valor o que meu bisavô fazia, por conta de não ir com ele na igreja, enfim repeti na escola por faltar, pois nem a aula queria ir emagreci, tentei coisas contra minha vida, mas minha avó achava isso frescura de adolescente querendo aparecer. Daí pra frente minha vida foi um inferno, comecei a trabalhar em um emprego de meio expediente depois das aulas, minha avó começou a exigir que eu pagasse contas da casa para ajudar, mas com tempo ela começou a exigir que eu pagasse a estadia, que se eu morasse ou estivesse em hotéis eu estaria pagando mais. Então eu pagava tudo com contas equivalentes que minha avo fazia, tipo conta 300 dividia por moradores e eu pagava minha parte.
Nota: ate meus 15 anos.
A mãe de uma amiga minha ficou mal com aquela situação que eu passava e perguntou se eu queria morar com ela em Belo Horizonte, juntei meu dinheiro e fui, minha família deu graças por não ter esse peso, meu tio na época morava sozinho com seu amigo no rio de janeiro já estava formado na faculdade e trabalhava lá.
Passada uma semana que estava em BH fiquei sabendo que a cidade toda estava de fofocas, principalmente nos eventos da igreja que minha avó ajudava, sobre minha família ter me "expulsado de casa", pois era assim que eles pensavam, fofoca ne, então minha avó começou a me ligar pedindo pra que voltasse que tudo iria mudar, mas eu já estava bem, trabalhava meio período, estudava e adorava ter paz quando chegasse em casa, minha avó começou a me chantagear falando que se eu não voltasse ela iria morrer e dramas dessa forma, que estava mal por não estar comigo. Então numa tentativa desesperada minha avó fingiu estar mal e pediu o médico que a internasse no hospital para fazer exames, já que ela estava muito mal, sim na minha cidade alguns médicos fazem TUDO que você pede se pagar. Então nessa hora meu tio me liga dizendo que se eu matasse minha avó ele iria ate no inferno me buscar, fez um escândalo com a mãe da minha amiga dizendo que eu fugi de casa, publicou isso em todas as redes sociais com minha foto, falando que eu era a pior pessoa do mundo pra minha família que minha avó estava doente por conta minha, detalhe que naquela época eu tinha no meu Facebook meu chefe e amigas de trabalho, então fui demitida em uma conversa estranha sobre eu ser uma pessoa melhor e voltar pra minha família, chorei muito e voltei. Quando cheguei minha avó estava em casa com a cara mais plena do mundo, falou que não sabia que meu tio fez aquilo, que ela não pediu isso e que ela nem estava tão mal assim, que não tinha culpa e eu voltei por quis, dai pra frente no natal e reuniões de família eu evitava meu tio, minha avó vê meu tio como o menino de ouro dela que nunca a decepcionou então para ela meu tio fez certo. Dai até os meus 18 anos trabalhei e estudei, pagava a minha moradia e não tinha amigos, pois para minha avó ninguém tem amigos e que amigo é só Deus, que todos me invejavam e essas coisas então minha avó arruinava minhas amizades falando e fazendo coisas e depois fingindo que não fez. Chamava minhas amigas de vagabundas quando eu não estava em casa para não me chamarem que eu não ia sair com aquele tipo de gente.
Então com 18 anos conheci meu ex ele morava em outra cidade no caso uma cidade universitária, ele estudava lá, mas ele nasceu na mesma cidade que eu então a gente se conheceu por isso, expliquei para ele como era minha família porque sei que não é fácil pensar isso deles já que são muito ligados a igreja e a família dele também, vou pular uma parte longa do começo do nosso namoro até ele descobrir os podres da minha avó pois não é o foco, enfim eu fui fazer faculdade na mesma cidade que ele, consegui auxilio alimentação da universidade e moradia então morava no campus e comia lá, era bem puxado pois fazia matemática e dividia quarto com mais 3 pessoas que nem conhecia, mas era necessário eu queria ter paz na vida, eu não entrei na faculdade por querer algo como me qualificar eu só queria sair de casa, minha família ficou orgulhosa por vários motivos, primeiro que meu ex era de "boa família", segundo que eu estava fazendo faculdade federal e então estava tudo ótimo para eles certo? Errado eles me cobravam constantemente pra terminar meu curso, quem é de exatas entende o quão tenso é você decorar 1 milhão de fórmulas e na hora da prova não saber qual é a primeira que irá usar e o branco vir, então no começo a adaptação é tensa, cobrava que eu casasse com meu ex no caso já estavamos com 2 anos de namoro e morávamos juntos nessa época, mas como disse eu e ele não ligavamos pra eles, eles me mandavam dinheiro através da conta do meu ex para que eu possa comer algo, era bem pouco mas ajudava sim não posso negar, pois comprava pão e leite, eu já ia para casa só nas férias e minha família continuava querer cobrar minha estadia quando ia, exemplo: você ficou 10 dias, então com a luz, água e x o valor fica xx, eu achava isso um absurdo, pois eu ia só para visitar minha família (obs.: minha mãe separou do meu padrasto e teve minha irmã com isso as duas foram morar com meus avós, então eu ia para ver ela) Mas com o tempo passei a ir só no natal e voltava antes do ano novo, então não dava tempo de se meterem na minha vida, o tempo passou e meu namoro já tinha virado mais amizade que amor, então decidimos separar, mas não falamos para minha família logo, ja que na visão da minha avó eu não consigo me virar sozinha sem meu ex, e nenhum homem será bom que nem ele, então mantivemos essa mentira por um tempo e quando contei minha família achou que seria uma fase e que a gente voltaria logo, sendo que já tínhamos superado e já tínhamos ficado com outras pessoas, passa o tempo e em 2019 decidi que iria viajar, queria a muito tempo, mas meu ex não programava falava sempre um dia e um dia, mas acabava que nunca chegava esse dia, então decidi mesmo que minha família brigue por viajar sozinha eu iria, tinha juntando dinheiro e queria viajar para fora do Brasil. Em outubro de 2019 eu conheci meu atual pelas redes socias, iria viajar no ano novo decidi que seria para Portugal e então comecei a olhar as coisas do país, onde ficar e com isso acabei falando com ele, ficamos íntimos muito rápido e na primeira semana falávamos de tudo um com outro, conversa vai e vem e eu decidi que iríamos nos ver assim que eu chegasse. Mas com o tempo essa paixonite ficou mais séria e eu e ele só pensavamos o que fazer quando eu voltasse pro Brasil e ficasse longe, porque pra mim uma viagem dessa seria de 5 em 5 anos, e ele é militar acaba que não tem tempo também para viajar, então decidimos com ele que eu iria ficar lá com ele (não foi assim do nada foi pensado e seria um teste se desse errado eu voltava), mas sim faltava 3 meses para isso, então eu arrumei as coisas, resolvi questões já que morava sozinha então tinha coisas a fazer e resolvi que faltando 1 semana pra ir eu iria para minha cidade falar com minha família sobre isso, pois não daria tempo deles tentarem arruinar esse meu desejo e eu queria que fosse algo leve que eu explicasse que eu teria dinheiro e se eu quisesse voltar eu voltava, mas quando cheguei em casa a minha avó mandou eu fazer comida, pois não tinha comida para mim lá e que eu podia fazer mas reclamou e reclamou que eu não estava com meu ex e falava pra eu dar orgulho para ela, eu travei e não consegui falar, enfim viajei, pedi conselhos ao meu ex, pois ele mais que nunca sabia como era isso tudo e ele disse que assim que eu arrumasse emprego em Portugal, mostrasse que estava aqui, explicava tudo e falava que estava bem e trabalhando e no caso até poderia mandar dinheiro pra ajudar eles (algo que eles iriam ficar "orgulhosos"). Mas o destino meus amigos, o coronga entrou em ação quase 1 mês depois que estava aqui e ficou impossível de conseguir emprego, minha avó começou a não gostar deu estar sozinha no Brasil e então comecei a mentir falando que estava com amigas e que estava bem, meu tio começou a jogar umas indiretas sobre eu não estar em casa já que eu não fazia mais vídeos chamadas com minha avó, e minha avó falava em voltar sempre com meu ex, eu não consegui falar, pensei que conseguiria ficar com visto de trabalho e que com isso eles não poderiam sei la fazer algo para que eu voltasse para o Brasil, fora que meus sogros já acham estranho essa história de se conhecer pela internet do meu namorado e eu, então pensava que meu tio poderia achar nas minhas redes sócias meu sogro e inventar coisas e piorar meu relacionamento com eles, eu sou extremamente feliz com meu namorado, não sinto o peso da família sobre isso, podemos fazer o que quiser, voltei com meus cachos coisa que minha família detestava e nunca deixava que eu voltasse, ele me apoia e sinto que foi a melhor coisa que fiz é ter dado essa chance pra nós dois. Minha avó detestou que voltasse que os meu cachos mas meu namorado me apoio muito nisso. Minha avó gravou um áudio chorando falando que estraguei meu cabelo que minha mãe e ela viram meu cabelo na foto de perfil do whats que a mesma daqui e que estou péssima devo estar louca terminei meu namoro e agora isso que só faço desgosto e coisas do tipo, respondi com: eu estou linda me amo assim lide com isso. Minha avó de vez em quando manda dinheiro pra mim como presente, ja disse que não preciso, pois vejo que assim ela acha que eu tenho obrigações com ela, mas ela mansa pois sabe minha conta do banco e sempre me convence fala do a compra uma blusinha pra você e talz foi fulana que mandou (no caso fala que o dinheiro é presente de primos, madrinhas meu avô). Em Dezembro desse ano ira fazer um ano que vou estar aqui, pensei que em novembro poderia falar com minha família que iria viajar em Dezembro e fingir que esse meu 1 ano não existiu já que quase não fiz nada aqui por conta do coronga e até lá eu iria tentar me regularizar no país, então não teria a possibilidade deles fazerem algo contra, ao mesmo tempo tenho vontade de falar que já estou aqui quando eles me ligam e tirar esse peso, mas sei que as consequências podem ser muito piores e já que eu aguentei ate agora eu aguento até dezembro. Minha avo me liga regulamente e não sabe do meu atual relacionamento fico mal, mesmo sabendo que se eu apresentar meu atual ela não ira gostar dele da mesma forma que meu ex, por conta dela exigir essa coisa de boa família, eu queria que ela visse o quanto ele me faz bem e como sou muito mais muito feliz com ele.
Eae gente sou babaca de não falar que estou aqui em Portugal para minha avó e família?
Ps.: é irrelevante, mas meu tio é gay, esse amigo dele é marido dele, ele "esconde" isso da minha família, eles tem casa juntos, compraram carro juntos, tem dois dogs juntos, mas contam para todos que são amigos,quando outros familiares falam que acham isso estranho minha avó e minha mãe, ameaçam todos falando que é difamação e que eles vão ter que provar judicialmente. Para minha família isso seria algo horrível, não gosto do meu tio acho ele falso e dissimulado, mas fico mal por minha avó não aceitar ele e mesmo eu sendo heterossexual tenho amigos gays, bi etc... e minha avó não aceita o fato de ter "colegas" (já que pra ela não tenho amigas) bi e lésbicas, pois vão pensar mal de mim e elas só querem me levar para esse caminho do mal.
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2020.06.25 19:22 bCherryCoke AITA por me assumir no meio de um churrasco?

Olá Luba, editores, gatitas, possível convidado e turma que está a ver ♡ Contexto: Eu tenho 20 anos, sou lésbica mas só a minha mãe e os meus irmãos sabem disso.
A história toda inicia quando a família do namorado da minha irmã (25 anos) resolveu chamar a minha família para um churrasco. Vale deixar claro que a família era completamente conservadora e que eles não lidam bem com algumas coisas (posicionamento político, gênero, sexualidade e tals). Confesso que não queria ir, mas acabei aceitando depois de muita insistência da parte deles.
Chegamos no churrasco, conhecemos algumas pessoas e até aí tava tudo bem.o problema começou quando a sogra da minha irmã grudou em mim. Sério, Luba, a mulher parecia um carrapato. Enfim... Ela ficou o tempo todo andando atrás de mim falando de um parente lá que era bonito, inteligente e sei lá mais o quê. No início eu não entendi muito bem o que estava acontecendo, porque meu cérebro estava focado em achar uma maneira de me livrar da véia louca, mas eu caí na real quando ela disse:
Eu fiquei só o meme da Nazaré antes de perceber que a minha irmã tinha armado tudo aquilo. Ela sempre tinha sido contra a minha sexualidade e fazia questão de deixar claro que ela achava nojento essa coisa de mulher com mulher, mas eu NUNCA achei que ela fosse armar toda essa mentira para me fazer ficar com um cara que eu nem conheço. Meu sangue ferveu e eu, que sou bem tímida, falei na frente e todo mundo em alto e bom som que sou lésbica. Pra quê. Pensa num silêncio constrangedor. O sogro da minha irmã ficou branco, minha irmã ficou mais branca ainda, a sogra ficou sem reação nenhuma e o menino lá ficou vermelho agora se foi vermelho de raiva ou de vergonha eu não vou saber te dizer.
A história acabou aqui? Não.
Quando chegamos em casa a minha irmã teve a CORAGEM de surtar comigo. Segundo ela eu não deveria ter falado aquilo no meio do churrasco, que aquilo era uma vergonha e que eu tinha estragado o namoro dela (????). Ela tava mais preocupada com o que os sogros iam pensar dela por ter uma irmã lésbica. Eu fiquei sem acreditar nas coisas que estava ouvindo e retruquei. No fim ela ficou dizendo que eu obviamente não sou lésbica por já ter namorado um cara e por falar que acho alguns caras bonitos.
Já faz uns meses que isso aconteceu e até hoje ela não fala comigo direito. Minha mãe tenta ajudar mas acaba sempre insinuando que eu não deveria ter feito isso e que eu deveria ter pensado antes de falar sobre a minha sexualidade na frente de todo mundo.
Eu tô esgotada já e vez ou outra eu acho que realmente fui babaca, mas as vezes eu também acho que o que eu fiz não foi nada ruim, já que foi apenas uma reação que eu tive depois que descobri a armação da minha irmã.
Enfim Luba e turma.. Eu fui a babaca da história?
Edit: Acho que me empolguei na hora de escrever a história e acabei escrevendo algo que não aconteceu. Eu não falei super alto com a mulher. O churrasco era aqueles de gente rica, sabe? Sem música, sem gente bêbada falando alto e tal. Eu fui educada com a mulher e apenas disse:
Apenas isso :)
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2020.06.23 00:46 piremari Vida nova sem os pais

Oiiiieeee galerys, sou nova aqui e não entendo bem as coisas mas queria a opinião de vcs... Bem vamos a minha história (desculpa qualquer erro de português kkkk)
CONTEXTO:
Bem eu sempre fui uma menina que obedecia cegamente meus pais quase não saia pra dormir na casa das amigas, sou de uma família onde meu pai é EXTREMAMENTE conservador kkkkk mas ele sempre quis meu bem e minha mãe não é conservadora mas também não dá opinião ela sempre fica meio fora das brigas ou do lado do meu pai por ser o pai né.
Bom com 17 anos eu comecei a futricar no Tinder hahahahahaha com permissão da minha mãe daí achei um cara que fomos conversando e virou meu namorado que hj em dia somos casados. Ele foi meu primeiro namorado primeiro beijo primeiro tudo kkkkkk e somos extremamente felizes ele é incrível 😁😁😁 mas antes de casarmos meus pais disseram que para fazermos coisas mundanas kkkkk precisávamos estar casados no papel pq isso é o certo (na visão cristã do meu pai)
Daí eu obviamente por não concordar fiz tudo as escondidas depois de uns meses meus pais descobriram e minha vida virou um terror obs.: Esperei até os 18 pra fazer fucfuc pra ter menos b.o. e fiz tudo do jeito certo com métodos contraceptivos fui no médico tudo lindo nessa parte.
Por eles terem descoberto meu pai virou outro cara, pq por mais que ele fosse religioso e conservador ele era incrível pra mim me deu tudo oq eu precisava e comprou instrumentos violão guitarra pra que eu tivesse uma oportunidade melhor na vida, ele é meu herói na vdd kkkk mas o homem que ele virou foi horrível na época a gente brigava só de estar no mesmo cômodo, eu só ficava no quarto até jantava no quarto pra não ver ele.
Chorei horrores, isso me afetava muito pq já era foda o trabalho de telemarketing parece bobo essa reclamação mas ouvir de alguém que vc não conhece que vc é um lixo ou qualquer palavra de ódio em um dia ruim é desastroso.
AGORA VEM O JULGAMENTO:
Cansada dessa situação eu decidi (não só por isso pq amava meu namorado) decidimos casar ou morar juntos pq não foi no papel, fizemos tudo escondidos pois meu pai ia atrapalhar se descobrisse. Compramos algumas coisas pra gente tv sofá etc e levamos os móveis pra casa da minha sogra que sempre nos ajudou 💜 .
O problema é que minha família tinha entrado numa dívida terrível por má gestão e luxos desnecessários pra piorar minha irmã que estava casada tinha divorciado e virado mãe solteira de 2 meninos kkkkkk trazendo mais dificuldade para os meus pais.
Nessa época eu estava juntando boa parte do meu dinheiro junto do meu namorado para os móveis pra gente mudar e eu sair daquela situação na casa dos meus pais.
Eu fiquei e ainda fico quando penso nisso muito triste por não ter ajudado em tudo que eu podia pois eles estavam em necessidade e eu comprando móveis (ninguém passou fome tipo não foi desse nível pois meus pais foram se endividando pra não acontecer isso até o carro foi renegociado pra ter um empréstimo não sei bem disso).
E aí uma semana antes (não lembro bem quanto tempo exatamente) contei para os meus pais que estava saindo de lá e ia morar com meu marido na casa da sogra foi difícil mas fui e nem tinha como meu pai não deixar pq eu já tinha tudo planejado de certa forma e tudo pronto com móveis lugar sabe...
Quero saber se fui a babaca por deixar meus pais endividados não ter ajudado nas compras com todo meu salário pois comprava móveis, fui babaca em não contar do meu "casamento"?
Obrigada por lerem e bom dia/boa tarde/boa noite!!!😗😗
Ps.: Hoje 2020 (a história de passou em 2018) eu e meu marido ainda moramos na casa da sogra mas tudo flui muito bem somos felizes e meus pais agr são felizes da minha vida estar bem mesmo eu não tendo casado no papel e eles ainda estão endividados a última dívida que meu marido viu era 11.000 pra pagar.
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2020.06.11 06:45 ec_newt Fui a babaca?

Olá turma, editores e possível convidado.. era meados de 2015 , eu tinha um namorado, vamos chama ele de 'Karen', nós iríamos fazer 2 anos de relacionamento naquele ano, então poucas semanas antes do nosso aniversário, ele foi ficando estranho comigo, pensei que tinha algo de errado, porquê eu estava dando muita atenção a faculdade e não à ele, então fui começando a preparar uma surpresa pra ele, pra nos aproximarmos de novo e tudo ficar bem,(pults, esqueci de falar oi pro luba, tô falando agora)..... então, preparei uma surpresa pra ele com alimentos que ele gostava e tudo mais, daí eu paguei umas decorações românticas e isso tudo... Quando finalmente chegou o dia anterior, que seria o dia em que eu arrumaria tudo, de algum jeito ele descobriu e me ligou com muita raiva e me disse que não queria aquela surpresa e me xingou muito, e eu nem sabia o porquê daquela raiva toda, fiquei triste pois tinha planejado uma noite realmente especial para nós dois.. uns 2 dias depois já não conversamos muito, e ele fez questão de ser "homem" e mandar uma mensagem terminando comigo, sem dizer absolutamente nada do porquê dele estar terminando, ( infelizmente não tenho mais os prints, mas ele me xingou muito), não sabia o que fazer e nem o porquê daquele término gratuito ... tentei perguntar aos pais dele e descobrir o porquê daquele ódio todo por mim, mas nem eles sabiam.. um tempo depois descobri que quando ele começou um relacionamento comigo, ao mesmo tempo, ele estava namorando outra menina, ela não sabia de nada entre nós dois... um amigo dele e meu, que me consolou durante meu sofrimento pós-término, me disse que ele estava com medo dela descobrir a nossa relação, ( se é que tinhamos algo para 'Karen' ), ele não sabia dessa história toda e me garantiu que se soubesse já teria me contado, e só ficou sabendo disso porque ao questionar 'Karen' do motivo, ele disse isso.. Não sei até hoje como ele escondeu isso de mim e dela, nós fazíamos vários post de fotos juntos em redes sociais e tals...Enfim, eu descobri quem era a menina e revelei tudo sobre nós dois, porque eu não queria que ela sofresse com um cara como esse, ela obviamente terminou com o menino e hoje nós somos muito amigas, (ainda bem, porque eu pensei que ela iria querer me eliminar do mundo por achar que eu estava mentindo; essas coisas não acontecem todo dia), e para seus pais já que esses eram bastante conservadores, como ele ainda morava com os pais, foi punido....Enfim, o cara estava super feliz com o "novo" relacionamento dele e eu fiz questão de fazer ele sentir a "felicidade" toda que eu mesma senti quando soube...
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2020.06.06 05:23 Seaworthiness_Low ERA EU MESMO ?

Olá Luba , editores , gatas , o que sobrou dos papelões e turma que está a ler
Bom essa é a história que aconteceu a mais ou menos 3 anos , eu frequentava a comunidade de jovens de uma igreja (por mais que eu não sou mais "jovem") , la conheci um homem bem bonito no qual varias meninas achavam atraente ( eu era uma delas ) nunca tentei nada , mas um amigo que frequentava a comunidade e fazia faculdade junto comigo acabou se tornando amigo desse boy ,(esse amigo sabia que eu achava o homem lindo ) papo vai papo vem e o menino perguntou para o meu amigo se a Alice (meu nome ficticio) tinha namorado rapidamente esse meu amigo me mandou mensagem dizendo que o boy estava a fim de mim , sempre tive muita vergonha então no começo hesitei,contei para as amigas e pelo historico do garoto não ser dos melhores acabei desistindo.Mas o boy continuava perguntando de mim para o meu amigo,e a carne é fraca né lubisco ,então disse para o meu amigo marcar tudo para mim , chegou o dia,fiquei com o boy , foi bom sabe . Alguns dias se passaram e meu amigo disse que precisava falar comigo e que era serio, mas não contava, só ficava me enrolando,em um dia na faculdade eu o confrontei porque não aguentava mais,queria saber o que estava acontecendo , foi quando ele disse que homem NÃO QUERIA FICAR COMIGO,ELE CONFUNDIU O MEU NOME COM A DA MARIA ALICE ( nome ficticio tbm) , fiquei morrendo de vergonha eu fui fica com ele e ele não sabia que era EU , ele estava esperando uma outra menina , ( ele não queria que eu soubesse para não ficar chatiada mas não adiantou de nada, meu amigo me contou mesmo assim) foi complicado continuar encontrando com ele depois disso mas enfim vida que segue ( Depois percebi que era até melhor assim , pois ele sempre foi um puta babaca e esse meu amigo nem converso mais ele era super toxico comigo)
BEIJOS LUBISCO, espero que a minha história lhe tenha dado pelo menos um bom conteúdo
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2020.05.28 02:21 Junix360 Eu acho q eu não amo a minha mãe, eu sou um babaca?

Ola chat, turma, whatever o q o luba estiver chamando vcs agora e luba.
Sinto muito pela longa história, mas antes do veredito eu preciso encher vcs com o máximo de contexto possível, essa é a historia do relacionamento complicado com minha mãe, antes de mais nada, ela não fez algo super horrendo como me expulsar de casa, ou me espancar quando eu era criança, isso foi mais meu pai mas isso é outra historia, por sinal eu tenho 20 anos e sou homem, ela não fez nada do gênero, alias ela me deu sim um teto, comida, estudo, o básico, mas mesmo assim teve muita toxidade no nosso relacionamento.
Vamos começar do começo, quando eu era um adolescente, bem novo, ela me fazia ir a reuniões de família e no começo eu não protestava, só fiz isso apos perceber q ela fazia isso apenas para me humilhar na frente dos outros, e não de um jeito fofo de mãe como: "ah meu filho achava q tinha um monstro no armário" ou algo do gênero, ela contava historias de eu fazendo burrada me chamado de "burro", "idiota", "retardado" e "pior erro q eu já cometi". Não só isso, ela cortava as minha asas toda a vez q eu interagia com a família, e nem porque eu estava fazendo algo q estava magoando alguém, eu estava tendo uma interação tranquila com minha tias, primas ou qualquer outro, e do nada escuto minha mãe dizendo: "cala a boca!", "nossa vc só fala besteira!", "q bobagem isso q vc falou, vc só fala abobrinha" e coisas assim, fazendo um baita climão no meio. Mas não é só na frente de pessoas q ela fazia isso, as sós ela falava coisas q me magoaram mesmo, como "vc foi o pior erro q eu cometi" e entre outros xingamentos q realmente me afetaram. Ao longo do tempo ela parou com isso, pois o relacionamento com a família foi denegrindo, mas também pq eu cresci e comecei a bater de frente sempre q ela fazia essas coisas, porém ela continuou a falar pelas minhas costas, quando eu comecei a trabalhar em uma empresa onde ela já trabalhou, escutei do antigos colegas dela q ela só falava mal de mim, me diminuía na frente deles, uma de suas colegas ate me disse "estou impressionada por vc ser essa pessoa de atitude, o jeito q sua mãe te descreveu para a gente, eu achei q vc fosse esse menino q senta no canto e espera para alguém te dizer o q fazer", me deixa triste ela falar isso de mim pois eu sempre me mostro pronto para ajuda-la não importa aonde, em casa, em ir para o trabalho, e isso é bem recente, diferente das demais atitudes q aconteceram nos meus 14-18.
Por mais q falas como "eu não queria te ter! Vc foi um acidente!" sejam antigas e ela não fala mais (na minha cara pelo menos) isso ainda me chateia, e quando brigamos e eu digo a ela o quão isso me afetou, a primeira vez ela disse "e…? É a verdade, vc quer q eu minta sobre isso?" e as demais ela diz "isso aconteceu a muito tempo. ESQUECE! Para q vc quer um pedido de desculpas?", por mais q ela não fale, o fato dela não se arrepender de ter dito, mostra q ela não se arrepende e isso me chateia muito, isso quando ela não usa a desculpa de "a casa é minha e se vc não gosta é só sair dela!" como se pedir para ela não fazer ou dizer essas coisas q me deixam triste para mim fosse muito, e sim já falei, gritei e esperneei para ela tudo isso e ela usa a desculpa de "minha casa" para fazer essas coisas, falar mal de mim e etc. Isso sem falar dos problemas dela com minha sexualidade, sou gay e ela tem nojo sobre isso, quando eu falo "meu namorado" ela me corta e diz "chama ele pelo nome! Não precisa falar o q ele é seu!", alem de ficar com cara de nojo toda vez q alguém lembra Ela q sou gay, e quando eu digo q essas atitudes são homofóbicas, ela diz "mas eu não te expulso de Casa, nem te nego, como outros pais fazem!".
Eu não odeio ela, mas dizer q a amo…? Dizer q eu a amo é algo muito difícil de fazer, e vejo também q eu quero, e estou lutando, para sair de casa e nunca mais ver ela, sou um babaca por pensar assim? Todos me dizem q eu deveria relevar isso, e glorificam ela no processo, dizendo q ela se sacrificou muito por mim e eu devia ser grato, mas eu sou grato! Só não acho q por ela ter feito tudo isso da a ela o direito de fazefalar essas coisas pra mim, am I the asshole?
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2020.04.10 18:01 notPlancha Pornografia

Teoria vinda das vozes da minha cabeça : Pornografia. Querendo ou não todos nós já vimos pornô em determinados momentos de nossas vidas, propositalmente ou não, com menos frequência ou frequentemente (André), mas no final das contas a indústria pornô está presente em nossas vidas e na vida da maioria dos seres humanos, mas não como algo pequeno com efeitos mínimos, mas sim algo de proporções colossais que interferem diretamente e indiretamente na vida de todos, e no meu ponto de vista, está e sempre causou mais danos diretos e indiretos para todos nós. Vamos começar pelo início, não sou contra a indústria pornô e muito menos quero forçar com que isso termine, pois sou liberal e não me interesso em controlar a vida de outros e muito menos quero ser controlado por terceiros, por isso se quer dar a bundinha, dá para quem quiser, filmando ou não, não estou nem aí, mas como sou um ser humano falho e me importo com as pessoas, principalmente um pouco mais com as mulheres do que com os homens (- sou mais feminista do que as próprias feministas...), sendo assim, vamos analisar um pouco os efeitos negativos que a indústria pornô causa contra as mulheres em sí (-antes de continuar, quero deixar claro que qualquer mulher que apoia a indústria pornô está se diminuindo e objetificando perante aos meus olhos...), a própria essência do pornô é machista, ou seja : uma mulher que está vendendo o seu corpo (-objeto de compra/posse ) e o homem que está a comprar esse objeto (- ter posse sobre ela ), logo já podemos perceber a superioridade que é implementada intrinsecamente para o ser masculinos e a objetificação que é colocada na mulher. E não vamos ser falsos moralistas e hipócritas, a quantidade que homens consomem pornô é enormemente superior e sem comparação para com as mulheres e até mesmo na maior parte dos vídeos que as mulheres estão " dominando " os homens, é apenas um fetiche que o próprio homem possui e o seu objeto (- a mulher ) está apenas a cumprir com as suas ordens, logo é apenas um fetiche de feminização que é usada de maneira (-pejorativa) contra a própria mulher no pornô, porque o homem está sendo tratado e representado com uma mulher (-objeto). Bom, já dito isso, claro que podem pensar que vídeo pornô é apenas um vídeo de entretenimento para públicos alvos (- específicos ) e que não refletem na vida real, perdão, mas quem pensa assim está longe de estar certo, vamos novamente desde o início, já sabendo que o pornô objetifica a mulher sexualmente perante a compreensão e visão masculina, isso causa efeitos diretos no nosso comportamento humano/animal (- sim somos animais ), mas esses comportamentos eram claramente visíveis e desmoderados na década de 80/90 onde na maior parte dos países o teatro/cinema sexual era algo completamente " normal " para os padrões daquela sociedade, se via nas entradas e nos posters desses teatros/cinemas sexuais fotos de mulheres consideradas atraentes para a maior parte dos homens, ou seja, uma sistematização de padrão (- uma preferência específica de corpo ideal ), vale ressaltar que no marketing era uma mulher (- ou varias mulheres ) a tal mulher ideal que era apresentada e não um cara que era considerado gostoso e com um enorme pênis, outro ponto importante é que o pornô em sí, desde antigamente nunca foi sobre fazer a mulher gozar ou sentir prazer (- apenas em certos casos, mas já chego lá ), mas sim para fazer o homem gozar e sentir prazer, ou seja, o pornô tinha/tem como intenção agradar o seu público alvo, logo a maior parte das posições e intensidades era apenas para dar prazer e satisfações para os homens também quererem fazer isso com principalmente prostitutas, porque como já mencionado varias vezes, elas são o objeto que irá lhe fazer tudo o que desejas, apenas por dinheiro em troca (- que leva também a outro ponto que envolve o dinheiro, pois logo que o dinheiro comprava até " não prostitutas ", isso criou apenas uma guerra para ter mais e mais dinheiro para poder se aproveitar mais e mais dessa necessidade.., maass isso já seria mais um tema que provavelmente ninguém iria ligar, pois provavelmente ninguém vai ler isso a sério até o fim...) e as boas feministas estavam lá, porque elas sabiam os efeitos que isso causava e que seria prejudicial para as mulheres, um tempo onde as feministas sabiam o que era moral e quais problemas a indústria pornô causava contra a moralidade feminina, aliás elas lutavam até contra a própria relativização que hoje apoiam, pois as mesmas sabiam que se as mulheres fossem relativizadas aos olhos de uma sociedade machista/patriarcal, elas nunca receberiam respeito adequada por serem seres humanos, mas sim o contrário, seriam vistas apenas como objetos sexuais de compra, bons tempos em que as feministas não se importavam em sair com os peitos a mostra por " igualdade ", porque as mesmas saberiam os efeitos contrários que isso traria...., mas também é outro assunto, mas isso só demonstra como vivemos em uma sociedade doente que coloca os seus desejos carnais acima de qualquer coisa. Bom, desejos carnais, vamos falar dos homens agora, conseguimos tantas conquistas (- homens/mulheres ), mas se somos realmente animais racionais e se sentimentos são reais, por que caralhos os homens colocam e arriscam tudo que possuem apenas para sentir uma sensação boa em seus orgãos sexuais, mas vamos com calma, primeiramente aos pobres, sim, esses mesmos que trabalham em part time ou full time que pagam uma miséria por exaustivas horas de trabalho, por que gastam o seu merecido e honroso dinheiro com pessoas que simplesmente não contribuem para nada além de um vício continuo de masturbação em massa que mais afetas homens do que mulheres (- nem vou entrar no ponto do aproveitamento das mulheres perante isso, nem vale a pena ), assim horas e horas perdidas, apenas para pagar pack de nudes de randons " fofinhas " da internet para se satisfazer com isso (- só troxa mesmo e o pior que isso existe em uma abundância enorme...) ou para poucos momentos de sexo com prostitutas, pois provavelmente são precoces e possuem uma pequena pilinha e já que não querem ser julgados por suas inseguranças sexuais, que nessa sociedade que preza mais no tamanho de pila e tempo de sexo do que valores éticos e morais, pelo simples fato de sentimentos carnais ou em palavras simples, ser humano sendo animal. Também temos homens casado/namorados que colocam seu relacionamento, fortunas, filhos em risco, apenas para ter um ápice de prazer por uns 6 - 12 segundos, puta merda que raiva, btw mulher também fazem isso MAS EM QUANTIDADES INSIGINIFICATIVAS (- nem vou colocar o fato de certo tipo de mulheres que nem valem a pena serem mencionadas, estou falando de pessoas simplesmente normais ), tanto conhecimento, tanto trabalho, tanta dedicação, tanto esforço, tanto sofrimento e tanto de tudo apenas para ficar se masturbando/comendo mulheres e outros, apostando tudo em apenas um prazer que sente na porra do pau, que raiva dessa merda, um dos pilares principais dessa merda de de sociedade é sexo (- e dinheiro/status ), como que as pessoas simplesmente ignoram tudo que já conquistamos para apenas pensar em objetos e prazeres carnais. Aliás digo mais, nas escolas para vocês, porque é o local mais próximo que pode se presenciar isso praticamente todos os dias, desde o quinto ano e até mais para baixo até o décimo segundo e em diante, os meninos são mastubadores compulsivos, " bla bla menina tbm faz ", sim, claro, (- ainda mais por causa da sexualização infantíl e bla bla ), mas sobre as meninas, nem chega próximo se quer a quantidade de braços direitos musculosos (André ) que estão presentes nas salas de aula, pode ter certeza que até se a menina mais " feia " (- considerado pela sociedade ) fosse oferecer foda, a maioria iria simplesmente falar que sim sem pensar se quer em qualquer merda, apenas para enfiar o seu pinto em uma vagina repetidamente sem para e para chegar ao seu ápice por alguns segundos, a maior parte dos relacionamentos nas escolas é currículo de foda, os meninos se vangloriam-se pela quantidades de beijos e fodas e quanto mais popular e " bonita " menina (-gaja k ) é, mais glória eles acumulam e tudo isso é simplesmente pelo fato da sexualização precosse que a indústria pornô causa em todos.
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2020.03.28 13:28 takushy Como se desculpar com você mesmo?

Olá, sou homem de 22 anos de idade namoro a 3 anos e meu namorado tem 23 anos. Na escola sempre fui muito extrovertido e feliz. Era popular pela alegria que contagiava a todos, lá conheci meu atual namorado que para proteger sua identidade vamos chamalô de Matheus. Tivemos um belo começo de relacionamento mesmo ele parecendo ser um pouco ciumento. Ele sempre queria que eu estivesse com ele e parasse de andar com meus amigos. Assim eu fazia pq eu não tinha muitos tabus contra isso na época e me dava bem com praticamento todo mundo. O tempo foi passando começamos a morar juntos e por conta de sua possessividade eu tive que literalmente abandonar todos o smeus amigos de infância, de escola, de Facebook. Tudo. Sempre achei estranho ele ser tão rigoroso quanto isso e no Facebook dele crescer mais e mais o número de amigos. Tudo bem, como eu disse, eu não cresci com muitos tabus, o único que eu repetia para mim desde a minha infância era de que eu nunca iria trair a pessoa com quem eu iria me casar. Os dias passaram, comecei a trabalhar e o relacionamento estava indo de mal. Já cheguei a apanhar em casa, desenvolvi crises que nunca pensei em ter, e ele feliz com a vida dele. Sempre me sacrifico muito pelas pessoas, sempre quero que elas tenham o melhor porém nessa época comecei a me trinar egoísta pelo o egoísmo dele. Eu não sabia a senha do celular dele e ele fazia questão de saber a do meu. Eu sabia que não estava nada bem. Um dia o celular dele quebrou, levei a assistência e consertei para ele. Quando peguei o celular no papel do laudo do celular tinha a senha do celular. E aí a história começa. Entrei no celular, e só de lembrar já tá me dando gatilho. Eu vi todas as conversar dele com inúmeros homens perguntando por que ele não foi ao encontro, dele marcando encontros com caras na praia cuja qual ela acabara de chegar de viagem com a família ( não fui pq estava trabalhando). Nudes do primo dele. Enfim. Fiquei triste entrei em mais uma crise de Pânico tive que ir pra casa com o meu gerente. Pegamos minhas coisas e levamos para casa. A vida seguiu, ele voltou atrás de mim e acabei cedendo mais uma vez. Eu gosto dele. Não queria perder isso tudo. Reatamos. Todos os dias que eu pegava o metro para ir para casa eu esbarrava com um menino bonitinho que vamos chamalô de ítalo. Ele me encarava o metrô inteiro e eu sem graça olhava de voltava, os dois ficavam sem graça e começavam a rir. Até o dia que ele sentou em um banco eu fui caminhando até a direção dele, ele ficou paralisado me olhando, quando cheguei na frente dele sentei no banco de trás. Ele ficou sem entender nada. Ele ficava se torcendo todo pra olha pra mim. Daí eu dei um chutezinho no pé dele, ele riu e perguntou se minha estação era longe, e era uma das últimas, e eu falei que era casada. Ali acabou com ele, ele me pediu desculpas e ele já iria descer. Disse que estava tudo bem e assim acabou. A gente começou a desenvolver uma amizade de ônibus, e tal estava indo tudo bem até eu começar a me sentir muito atraído por ele, e ele por mim também. Descobri que o Matheus conversava com ele, e queria ficar com ele. Fiquei arrasado mas guardei. Dias depois terminei com o Matheus e disse que não iria para casa, ia pra casa de uma antiga amiga que ele fez eu brigar. Quando cheguei na estação já era tarde não esperava encontar o Italo lá e encontrei. Conversei com ele e ele me chamou para ir dormir na casa dele. Fiquei "como assim mano não pq eu faria isso cara. É errado". Italo também era casado e o marido dele não estaria em casa no dia o que era uma coisa muito rara. Depois de muito insistir ele acabou me convencendo e eu fui. Aconteceu o que tinha que acontecer lá... Sabe né... Mas meu coração doía por causa do Matheus. Quando falei que eu não ia para casa ele surtou. Rasgou minhas roupas. Esfaqueou as próprias pernas. eu chorei mas não voltei. No fim reparei com Matheus e Italo seguiu com o marido dele. Mas eu nunca soube se o Matheus realmente me traiu. Nunca. Hoje estamos juntos somos felizes ele parece ter acalmado quanto aos caras mas mesmo assim ainda sou muito inseguro por tudo que já passei. Não consigo me perdoar por ter feito isso, porque meu pai traia minha mãe e eu via o sofrimento dela. E acho que não me perdoo pq eu gostei do que fiz. Enfim obg por deixar eu desabafar
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2020.03.10 19:27 Capivaras Dona Rita e suas tetas #01

E aí, pessoas lindas desse sub. Aqui é a Rita, 21 anos, na jornada de me aceitar e me amar como trans. Fui designada menininho ao nascer e desde pequena não encaixava exatamente nos estereótipos esperados para os meninos héteros - não curtia futebol, adorava livros, amava Britney e gostava de meninos rsss. Sempre achei que eu fosse um homem gay afeminado até 2017, quando de súbito comecei a sentir algo estranho dentro de mim - um desejo de experimentar algo novo, diferente e arriscado; ao mesmo tempo, uma repulsa grande por alguns traços do meu corpo. Foi meu primeiro contato com a disforia de gênero. Desde então, me sentia confortável me entendendo em essência como não-binário e assumindo uma identidade social masculina, mas desde julho do ano passado (2019), voltei a ser "assombrada" pela disforia. Levei uns meses até entender o que estava acontecendo, entrei numa fase depressiva muito forte (tenho TAB), e decidi encarar sem fugir dessa vez. Foi uma loucura. Long story short: após uma tentativa de deixar esse mundo, a Rita promoveu a eutanásia daquele pobre rapaz que não se amava e não se sentia pertencente a esse mundo. Voltei assustada mas com um fogo na alma. Se era pra eu continuar viva, que fosse sendo quem eu sou - Rita, trans com orgulho. Tive uma resposta de apoio muito linda da minha família, incluindo meu namorado (3 anos e 2 meses juntinhos ♡). Só meu pai que parece ter algum tipo de problema com a situação e não fala mais comigo, mas graças à terapia e à Umbanda consegui ficar em paz com isso. :-)
Vou partilhar aqui um pouco das minhas vivências ao longo dessa jornada. Sou acadêmica do 4o ano de Medicina, então vou tentar trazer tb um pouco de informação científica e relatos sobre as minhas vivências como única aluna trans nesse meio. Estou há 3 meses com Espironolactona 100mg e comecei sexta-feira com o Evra (estrogenio transdérmico). Tem uns 20 dias que reparei que meus peitinhos começaram a crescer e ficar um pouco doloridos. Hoje já é mais nítido o broto mamário e tb bem mais doloroso o toque/impacto. Parece que a dor piorou desde que coloquei o adesivo de E.
É isto. Ser trans é uma loucura mas não tem preço a liberdade de ser quem eu sou! ♡
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2020.02.19 05:47 Ejeal Tenho quase 23 anos e nunca namorei, sou uma aberração? Isso acontece com mais alguém aqui?

No fim de março, farei 23 anos e sempre me deparo com o fiasco de ter 23 anos e nunca ter namorado com ninguém. Estou escrevendo isso hoje, pois tinha eu e mais duas amigas minhas que nunca tínhamos namorado com alguém, e nesse começo de ano as duas vêem me dizer que estão namorando, antes me sentia estranha, agora que elas conseguiram e eu não, me sinto uma aberração. Fico sim com inveja e imagino que se realmente existe um Deus, ele está ajudando todo mundo menos eu.
As pessoas sempre me falam que sou bonita ("maravilhosa"), a pior coisa que já escutei sobre a minha aparência foi: "ah vc é normal", mas como nunca namorei, a única explicação que consigo pensar é que todo mundo está mentindo. Ou talvez possa ser porque sou negra (parda) e nenhum homem gosta disso?
Quando eu era adolescente minha autoestima era muito baixa e eu até evitava amizade com os meninos da escola, se eles aparecessem na minha rodinha de amigas e amigos gays, eu já ficava totalmente quieta e jamais olhava na direção deles.
Quando tinhas uns 20 anos comecei a usar app de relacionamento loucamente e saía loucamente com os caras, mas NUNCA rolava nada.
Depois comecei a ir para baladas e sempre fico com muita gente, aí sempre tem um ou dois que pegam meu número para conversar, sempre conversamos e marcamos de sair, mas sempre fico com muita preguiça de continuar aquela "relação".
Sinceramente, nesse momento eu gostaria muito que alguém me matasse.
O que eu queria mesmo era conhecer alguém, ter uma amizade (hoje em dia, depois de adulta, faço amizade com homens normalmente) e daí iniciar um relacionamento, será que é pedir muito?
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2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Crônicas de Arian Vol.1, com CLÍMAX, SEM CENSURA e versão SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em versão digital. Admito não ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor já demonstra limitações textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabulário muito limitado, cheio de vícios de linguagens e erros ortográficos. Mesmo tendo essa noção, fui surpreendido (negativamente) por um produto literário de conteúdo horrível, preguiçoso e de péssima qualidade.
Primeiro, um “pequeno” resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: “Um garoto acordou sem suas memórias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condições ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma família, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma missão, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a missão não era o que aparentava. O que começou como uma escolta, virou algo sem precedentes na história do seu mundo.”
Se você leu a sinopse acima, a impressão que fica é: o livro vai contar a história do Arian nessa missão, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a história PRINCIPAL só começa depois do capítulo 20, onde ½ do livro são arcos periféricos que não agregam em nada a narrativa? Pois então...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, até para não alongar muito o texto, que já está grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
· Um sistema militar hierárquico e organizado, onde temos patente e divisão de funções bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
· Sistema econômico complexo (conceitos avançados) , com noções de valores e mercado financeiro (só faltou citar a inflação no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagunça dentro das próprias regras estipuladas nas descrições. Vamos relevar por enquanto essa confusão de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco é basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FORÇA “OCULTA” que o Arian tem no quesito podeforça. E qual a situação que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO 🤦‍♂️(já vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque é a motivação principal do Arian são essas mestiças inter-raciais), junto com o segurança (namorado dela), em que ambos são atacados por militares MALDOSOS e SÁDICOS (adjetivos usados a exaustão para todos os vilões desse primeiro livro). São salvos pelo protagonista aparecendo no momento previsível e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, já foram seis capítulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que só serviu para apresentar três personagens que são de fato úteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que está na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
Já se foi quase 20 capítulos até aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. É uma enrolação que não chega a lugar nenhum, falando em termos de história que está sendo contada. Foi uma introdução GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro é rico em detalhes ou informações (que não é verdade), elevando o número de páginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acadêmico e escrito por um universitário preguiçoso, que tinha um número de páginas mínimas para fazer, só que ele não estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados inúteis para alcançar os requisitos exigidos para a entrega e avaliação.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISSÃO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impressão que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. Só que não é isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TRÊS CAPÍTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, já se passaram mais de vinte capítulos e não começou a missão principal ainda??? Sim. É isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma história paralela sem função para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, após ele acordar na beira estrada com a . Prefiro não detalhar esse trecho, porque dos supostos três capítulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses capítulos são dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito “entusiasmo”. Nada do que é esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram capítulos inúteis que só tinham o propósito de CHOCAR. Até existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, só que é jogado fora completamente, porque no presente(em relação ao livro), ele não sofre mais com essa indecisão mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de três histórias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que é a missão de escoltar a Lara e um objeto poderoso. Já passou metade do livro, e a jornada só começou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. Não é exagero. São vários capítulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...São 8 capítulos dessa forma, onde não temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. É só eles indo por uma estrada até seu destino.
Talvez, até o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Então, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a tática que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. Né...Insinuar estupros com crianças de 6 anos de idade não choca mais como antigamente(sendo irônico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que é a escravidão e os abusos sexuais, mais poder “oculto” do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequências para ninguém.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou capítulos de fillers essa missão secundária, porque nada o que ocorre nesses capítulos, tem grande relevância ou repercussão nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. É mais um jeito de enrolar e esticar uma história que podia ser contada em poucas páginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco é uma missão que começa fácil, complica a situação, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abraço), eles lutam com milhares de Goblins, são salvos por uma deusa que não apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a missão. É isso tudo que acontece nessa missão. Temos mais algumas informações (inúteis) sobre o passado do Arian e só.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situação vazia, já que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas páginas no máximo do livro e não é estabelecido esse suposto vinculo de confiança entre os dois. Só mais uma situação jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padrão de resumo do livro: lutas acontecem, vários personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descrições confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para trás, se dissipando, humanos normais, (vocês vão entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e nórdica, dragões bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no último minuto por personagens aleatórios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que não foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo é inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja factível para existência desses elementos naquele universo.
Logo após essa lambança, o último capítulo (44) é dedicado exclusivamente a explicações (que já deviam ter sido feitas nos capítulos anteriores) e informações que eram necessárias (ou não) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, vocês lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior às pressas pelo autor. Pois é. Nas crônicas do Arian, coisas são simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor está dizendo. Foda-se que não faz sentido, ou que não foi estipulado anteriormente, ocasionando a impressão de “termina de qualquer jeito, porque não é um capítulo de luta”. Foda-se tudo que é importante para construir uma boa história.
E temos finalmente o epílogo, em que o Marco tenta fazer um “joguinho com leitor”, escrevendo sete mini histórias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a menção dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar “A QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO”. O resultado é algo idiota porque, você utilizando um pouco lógica e a técnica de exclusão de opções, você já sabe quem é quem nesse epílogo medíocre. É uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se não consegue nem fazer o básico, não inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
Já esperava uma qualidade questionável quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e semântico de forma geral, porém fiquei surpreso o que li(Sou horrível em português e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presença de 3 REVISORES para a publicação. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mangás/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, não é mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a redação literária, incluindo o próprio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu próprio texto, o livro ainda apresenta erros ortográficos gritantes. E não são poucos. São MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de três erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 páginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que também continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar até certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
“...governava aquela área, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...”
É um exemplo de vários trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses não foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha atenção: as repetições de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabulário é muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e “fluída” para o leitor que irá consumir sua produção, tenha a experiência mais agradável possível enquanto ler seu produto. É tão bom ler linhas de um texto em que a narrativa é envolvente não só pela história sendo contada, como as palavras que estão sendo utilizadas para transcrever os cenários imaginados. É muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restrições dos conhecimentos do autor em termos ou sinônimos de várias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que está acontecendo ali. Nas descrições das lutas, é um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
“Desvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...”.
É um cheat isso??? É um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei lá o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utilização de vários vocábulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: “...fazendo com seu CORPO seja jogado para trás, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS caídos ali”. E nem é só a palavra “corpo” que ele repete direto. ”Mudando de assunto”, “Falando nisso”, “sendo jogado para trás”, “dissipou”, “capuz”, “bracelete”, “sádico”, “humanos normais”, “arremessado”, “vários metros para trás”, “força do golpe”, “chances de isso acontecer”(é quase o vídeo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem múltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os “humanos normais”, que parece ser a única métrica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os níveis de poder dos personagens. “Ele é tão forte, que sua força é equivalente à de 5 humanos normais”, “Ela quebrou o escudo do seu adversário, que aguentaria a força de mais de 10 humanos normais.”, ”...aquele guerreiro aparentava ter a força de 8 humanos normais.”, seja lá o que for a força de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Além de ser um comparativo vazio, já que a dimensão de forças é baseada em humanos (sendo que eles são humanos do nosso mundo, ou são humanos com outros fatores mágicos? não diz ou fica claro) que não foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
– O protagonista está numa peregrinação em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. – Alguém fã dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que está buscando recuperar suas memórias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua história, o que acontece? NADA. O personagem não cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informação. Nem impacto ao redor é sentido quando coisas acontecem ou são reveladas. Todos os personagens são apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. Não temos arcos de construção, nem mudanças no status quo de alguém. Não temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem construção decente de interesses românticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
Já comento que não sou purista ou coisa parecida. Não me importo que tenha cenas de estupros ou de violências extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situação é usada para BOSTA NENHUMA (SÓ PARA CAUSAR). Antes de começar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui não dá...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opinião com apenas três perguntas. Essas três perguntas, é um teste básico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma NÃO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execução desse teste, houve UM NÃO como resposta para qualquer uma das três perguntas, podem ter certeza que a cena em questão, foi escrita só para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Então, posso dizer que o livro do Marco Abreu, é uma síntese da MISOGINIA redigida em formato literário. É um NÃO para as três perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representação dessas cenas que são mostradas.
Conforme eu ia lendo, não me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a violência. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utilização de artificio), ocorrem a partir da visão do Arian, personagem masculino. Já começa totalmente errado. Segundo, os estupros só tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas são deixadas de lado, para exaltação do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salvá-las do perigo. Terceiro, depois que são violentadas, as personagens NÃO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. NÃO HÁ DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITAÇÕES POSTERIORES EM OUTROS CAPÍTULOS. Fica na mensagem: “Mais uma donzela é salva. Vamos para a próxima em perigo.”. É muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRIÇÕES quando é uma mulher na cena, em comparação a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou até um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da mãe e da filha de uma família que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da família? É simples. O vilão desse flashback tem “senso de justiça” e antes de começar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: “Você é muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente”. Facada no coração dele e morre o HOMEM da família. Em um parágrafo, o pai é morto e o vilão, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por aí a violência contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS NÃO FOI ASSIM. É nojento, porque foram páginas e páginas de violência contra as duas, com as maiores descrições possíveis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da vítima com uma espada, fratura no braço, estrangulamento, estupro, morte... É um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. Só serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor também, não descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse só nessas cenas polêmicas. Até nas lutas, o lado “SADISTA” do autor aflora quando tem mulher na parada. “Ele toma uma espadada nas costas e cai morto no chão”, para o caso masculino. Simples e rápido. Agora para o outro gênero: “A espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus órgãos internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto é agredida em seu rosto por socos.” no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas dúvidas se ele não faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Também tem a forma que é introduzida todas as personagens femininas no livro. É de ficar batendo cabeça na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. “Kadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...”, “Lara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a atenção dos demais homens enquanto passa.”, “Joanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incomparável a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.”. Já deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro é seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. Só que o “forte” para o Marco é no quesito físico, porque NENHUMA DELAS tem características marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. É idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com alguém do sexo oposto.
E puxando o assunto interações...
Diálogos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou é a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens são, como adjetivos, vícios, problemas, comportamento, e outras partes que compõem a persona deles, adquirimos a noção de como o personagem irá falar. Se for tímido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na história. Talvez até pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, vão ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborrágico ao extremo. São exemplos simples e fáceis de entender.
No livro do Marco não se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. Não há distinção entre um e outro. Se a narração não identificar quem está falando o que, você fica perdido durante a discussão. Apesar da ficha de descrição de cada um dos personagens ser uma linha única, na teoria são todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando vão conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
“Você é muito impaciente Lara. Não se precipite ao atacar”.
Duas linhas depois:
“Devemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, até os Goblins saírem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situação das mulheres – disse LARA”.
A mesma personagem que na teoria é a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, é fria/apática ao que está vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignorância de uma vez. As personalidades de todos são iguais, sem distinção alguma. É algo nítido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se você já viu vídeos do Marco, vai perceber maneirismos, vícios de expressões e vestígios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. É praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma missão de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou plágios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
Não posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma “saudável”. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, têm muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, à personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo é muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previsíveis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que você já assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A história contada aqui, não tem identidade própria.

Fiz uma seção especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM É ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e é por isso que surgiu a minha dúvida. Ela SUPOSTAMENTE é importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Então, por que ela não faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, além de ser um “alivio cômico” em momentos pontuais? Não é atoa que ela é um fantasma, já que ela é invisível até mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela está fazendo. Ela só é lembrada quando o Arian está abraçando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de comédia romântica) ou quando o PROTA está ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupação. Só nessas ocasiões que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situação. Fica ainda mais crítico depois que começa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que está acontecendo ao redor dela ocorre durante as descrições das lutas. Ela é totalmente descartável nesse primeiro volume. Ela estar ali ou não, faz diferença nenhuma para o enredo. E que nome é esse? É uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, até porque já passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu não curti durante a minha experiencia de leitura das Crônicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
· A alternância de visões dos personagens no foco narrativo entre os capítulos. Não fazia diferença se o capítulo era na visão do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
· “Chances baixas de ganharmos.”, “Ele tem chances baixas de vencer”, “As chance são baixas de sobreviver”...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um vídeo do Marco de “Chances de nova temporada para anime tal”.
· As frases filosóficas baratas: “Não tenha medo de errar, repita até ficar melhor, e saiba admitir a derrota.”, “A morte não te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da próxima vez”, “Confie em mim, entendo de mulheres, se não se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai lá e joga umas verdades na cara dela, e não aceita um não como resposta”. E são muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
· As regras econômicas daquele mundo. Você ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze não é possível nem comprar um pão, porém com cinquenta moedas, dá para comer bem durante o dia todo(???). Não foi afirmação minha, está descrito no livro. Além de nenhuma noção de economia, o real valor das moedas é um foda-se gigante. Se não tem condições de elaborar um sistema monetário decente, não menciona.
· As insinuações sexuais com crianças. Há cinco momentos no livro que isso acontece e é complicado. De novo, quando aparece isso, você fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
· O esquema de “pagamentos”. É igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), só que aqui é pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. Só coisas escrotas e sem função narrativa. Eles não podiam só ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mecânica de pagamento?
· O código de barra da missão. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: “Viemos pela missão 568844EW” WHAT??? QUE BAGULHO É ESSE? É uma chave única de acesso a algum banco de dados? É senha de segurança de cartão de crédito? É a senha automática gerada no caixa eletrônico quando você vai sacar dinheiro? Que negócio ATUAL. Eles estão em um mundo MEDIEVAL, onde não tem comunicação ou troca de informações em tempo real, porém cada missão criada no planeta inteiro, vai ter uma ID única, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles têm, sendo que não tem um servidor para fazer essa operação? QUE PORRA FOI ESSA?
· Há duas menções, bem rápidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vilão do momento se vira e fala para seu capanga: “Você não gosta de homem? Vai se divertir com o segurança desmaiado”. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda menção foi uma piada que soltaram no quarto arco: “Se fosse um menino de seis anos, aí deveríamos ficar preocupados”. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a missão de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de pedófilo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. Só é IMPRESSÃO.
Conclusão
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A ausência desse tipo de pessoa nessa publicação independente, é muito sentida. O livro é uma bagunça. A ideia central da história está perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repetições de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revisão ortográfica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que é a falta de noção dos próprios defeitos que o Marco tem como escritor. Os comentários dele no final do livro deixa nítido a situação. Ele admitir que escreve mal não é o bastante. Durante todo o volume 1, não percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudanças. Parece que está falando só dá boca para fora, mas não está fazendo nada para corrigir esse defeito. Só treinar escrevendo, não ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa história, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da língua portuguesa (muito importante para ele) e não só ter a noção/consciência dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
Não recomendo ninguém a comprar ou ler o livro As crônicas de Arian volume 1. Nem por diversão vale o tempo.
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2019.01.18 17:07 RonaldNeves Perspectivas na vida pós termino de relacionamento

Olá, meus amigos. Tudo bem? Resolvi fazer esse post aqui porque eu queria a opinião mais imparcial possível, além de que o "anonimato" que eu tenho aqui me deixa um pouco mais confortável.
Recentemente terminei definitivamente um relacionamento de 6 anos, depois de outros muitos términos antes. O motivo do término foi o mais estúpido possível. Eu achava ela um pouco ciumenta e possessiva (mas quem não é, né?). Pensei que o melhor fosse a gente terminar, pois eu amava de mais ela, mas essa situação me incomodava. Terminamos na primeira semana de novembro. Eu sou uma pessoa extremamente metódica (também conhecido como chato) e eu considerei diversas outras opções que não envolvesse término, mas acreditei que esse seria o 'easy way out'.
Continuamos amigos. Todos os meus amigos e colegas me falaram que isso seria uma má ideia e eu nunca consegui entender o porque. Continuamos conversando todos os dias, ajudei ela nas crises quando a saudade batia e conseguimos com que ela se tornasse mais forte e mais confiante. O motivo dos ciúmes, em sua grande maioria, era por conta de insegurança da parte dela, que muitas vezes não se sentia boa o suficiente pra mim, mesmo comigo reforçando de todas as formas possíveis que eu estaria com ela independente de qualquer coisa.
Como forma de simbolizar o passo novo que ela estaria dando, ela decidiu usar o Tinder, para conhecer pessoas novas, já que o círculo de amizade dela acabou se tornando o mesmo que o meu, dado o tempo de relacionamento e ao fato dela ser muito tímida. E eu encorajei ela mais uma vez.
Ela sempre foi muito curiosa e assim como qualquer pessoa normal, detesta o homem padrão heterossexual e os considera nojentos, por isso, optou por só colocar para conhecer meninas no tal do aplicativo. E nisso ela acabou conhecendo algumas pessoas, saindo com outras e sempre me contando tudo e eu super animado por ela estar evoluindo e crescendo como pessoa - e sem mim, o que torna uma conquista pessoal dela muito mais importante.
Porém, mesmo tendo terminado, durante esse período de novembro - essa semana, nós saíamos muito juntos, além de conversarmos diariamente, obviamente sem o mesmo teor de conversa que tínhamos ontem e sem as 'fofuras'. Semana retrasada, ela disse que resolveu dar uma chance aos 'macho' do Tinder. Nisso, sábado, enquanto estávamos numa festa de um amigo em comum nosso, ela deu match no Tinder com um cara e disse que achou ele fofo. Conversa vai conversa vem e na segunda-feira ela me contou que ele estava aqui de passagem e que já iria voltar pra cidade dele na quarta-feira, mas que queria sair com ela na terça. Eu, como o ex-namorado suportivo que sou, falei "vai, menina". Ela disse que tinha receio de ir, porque o único homem com quem ela tinha se relacionado havia sido eu (namoramos desde a adolescência e fomos o primeiro namorado um do outro) e que não sabia se ia achar legal. Eu consegui convencer ela a ir.
No grande dia, alguns minutos antes de sair, ela pensou em desistir novamente. Eu falei de novo pra ela ir. Antes de sair, ela compartilhou a localização comigo pelo Telegram, botou pra durar 8 horas e disse: "olha, eu tô indo pra tal lugar. vou deixar isso aqui pra caso aconteça algo comigo, você liga pra polícia, ok?" "ok". E lá foi ela.
De hora em hora eu checava pra ver se ela ainda estava no mesmo lugar que ela tinha dito que havia ido e estava indo tudo bem. Até que teve um momento em que ela desativou a localização. Eu pensei "nossa, será que deu problema? tão cedo e ela já vai voltar pra casa". Só que quando chequei o telegram, não havia nenhuma mensagem de "tô voltando". Eu comecei a sentir algo que eu nunca tinha sentido dessa forma na minha vida. Ciúmes. Muitos ciúmes. Eu não conseguia entender. Eu começava a respirar mais rápido e ficar nervoso. Minhas mãos tremiam. Eu não sabia o que fazer. Se ela desligou a localização, era porque ela iria pra algum lugar e não queria que eu soubesse. Mas eu não poderia deixar esse sentimento tomar conta de mim, até porque eu não sabia se foi realmente isso que aconteceu. Era mera especulação minha.
As horas se passaram, até que finalmente, perto das 22h, uma sinal de vida. E as primeiras palavras dela foram: "Nossa... pqp... que dia...".
Eu não sabia. Eu não sabia que iria doer tanto. Eu não sabia o que fazer.
Junto dessas palavras, uma foto. Ele deitado no colo dela recebendo carinho. E de repente eu não conseguia pensar direito. Eu não sabia nem quem eu era ou o que eu estava fazendo. Eu só conseguia chorar. Eu não achei que ver o colo que foi só meu, o carinho que foi só meu, agora é de outra pessoa. Eu ficaria muito tranquilo se fosse como as outras pessoas com quem ela ficou, um cafuné aqui e ali, uns beijos, talvez algo mais, mas depois cada um volta pra sua casa e fica por isso mesmo. Mas dessa vez foi diferente. Um vínculo foi criado. Como ela mesmo disse: "eu senti algo por esse menino no momento que desci do uber e vi ele". E eu estava quebrado. Eu não significava mais nada. Eu realmente não me importaria se fosse um sexo casual ou algo do tipo. Mas eu não sabia que iria doer tanto o fato de que todas as coisas que um dia eu fiz ou recebi, são de outra pessoa.
Porém eu ainda acreditava que isso poderia mudar. Achei que era só um caso, que ele fosse voltar pra cidade dele e isso iria passar. Mas... não. Ela sentiu coisas que não havia sentido antes. Teve experiências que não tinha tido antes. E ela chegou a cogitar juntar dinheiro pra viajar assim que possível pra ir ficar com ele de novo.
Eu ainda amo ela. Mas eu descobri algo pior que isso. Descobri que ainda quero ela. E agora eu não posso mais.
Entrei em desespero. Desabafei com ela. Ela pediu desculpas. Mas que isso já tinha acontecido. E agora ela sente coisas novas. E que não tinha muito o que fazer. Que ela me amava e sempre vai me amar, mas que era isso que ela queria no momento.
Fui vê-la. Eu não conseguia parar de chorar. Eu falei que amo ela. Que eu não considero ela má, ou escrota, ou nada do tipo. Que ela estava fazendo o que está certo e que estava no direito dela. Ela perguntou porque eu não aceitei quando ela pediu pra voltar. Eu respondi de forma sincera. Eu queria voltar. Mas eu pensei muito sobre todas as circunstâncias do término e que a forma que eu tratei ela foi injusta, que ela não merecia ficar comigo depois disso tudo.
E ainda tem alguns agravantes:
- Eu não conseguia abraçar ou beijar ela sem imaginar que ela poderia estar pensando em abraçar ou beijar o outro cara. Eu não conseguiria, caso a gente voltasse um dia, ficar com ela sabendo que tudo que um dia era meu e me fazia me sentir especial agora é de outra pessoa e essa pessoa está se sentindo especial por isso.
- Ela admitiu pra mim que ela estaria sendo hipócrita se dissesse pra mim que ela não quer ficar com esse cara. Ao ponto de considerar juntar todas as economias dela pra viajar e passar tempo com ele.
- Eles conversam tanto quanto eu conversava com ela e costuma mandar vídeos cantando e tocando violão pra ela e ela fica derretida da mesma forma que ficava quando eu fazia algo pra ela.
- Mesmo que a gente voltasse, eu ia me sentir um merda de impedir que ela em algum momento fosse vê-lo, pois eu não me sinto no direito de impedi-la de descobrir o que ela realmente sente por esse rapaz.
Ela tem tentado me acalmar, com medo de eu fazer alguma merda. Mas ao mesmo tempo que ela tenta me acalmar, eu fico mais aflito com o fato de que meu "deadline" é julho. Julho ela vai pra lá ou ele vem pra cá. E eu vou ter perdido ela pra sempre. Tudo isso porque fui omisso e enganador, preguei um discurso de algo que eu não estava vivendo.
Tenho ciência de como eu estou sendo egoísta e hipócrita, mas é como eu me sinto. E eu tenho me sentido horrível.
Eu não consigo ver futuro na minha vida daqui pra frente sem ela. Quando nós terminamos, eu continuava com a sensação de que eu tinha ela "pra mim" por continuarmos sendo tão próximos. E agora eu não sinto mais isso. Ela sempre foi minha primeira opção pra tudo, mesmo depois de termos terminado. Ela sempre é a primeira pessoa que me vem em mente quando quero contar algo legal ou ruim que aconteceu no meu dia.

Ficar sem ela e sofrer pra sempre pois ela vai descobrir que ele realmente é quem ela quer?
Tentar ficar com ela e sofrer pra sempre pensando se ela não estaria melhor com a outra opção ou pensar que eu privei ela de descobrir o que é melhor pra ela?

Eu realmente não sei o que fazer.

Desculpa pelo textão. Eu queria colocar isso em algum lugar, com pessoas que não me conhecessem, porque alivia um pouco saber que alguém, mesmo que esse alguém não se importe comigo, leu e não vai me julgar pelo que me precede.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2016.07.18 14:45 999Luzeiro A praia está perdida

publicação original no Medium
Eu sempre subi àquele terraço em dia de festa. A arquitetura brutal, o piso grafite e a irremediável falta de uma paisagem que preste (comum à capital, aliás), jamais foram capazes de reduzir a alegria que sinto ao visitar minha única irmã. Percebo, desta vez, que o luto se expressa pelas varizes nas paredes que rodeiam a escada, no metal frio e azedo do corrimão e, finalmente, na sensação de pisar em um cinzeiro proporcionada pelas placas erodidas do piso. A feiura é oportunista, e no dia de hoje, saiu em carnaval.
Lá estava o meu cunhado, abaixo de uma das pontas do varal, investigando pelos espaços vazios do gradeado uma possibilidade de escorrer pelas paredes externas do prédio de nove andares. “Você comeu, Felipe?”, foi o meu único cumprimento possível, e “Hum, comi” foi a única resposta que lhe pareceu honesta. É claro que comeu — alguma vez na vida — mas duvido que tenha tido estômago para reiterar tão prazeroso e exigente hábito, hoje. Hoje não, pois o meu cunhado, marido da minha única irmã, perdeu o único filho. Meu único sobrinho e afilhado. Minha dor não é pequena, mas no topo do pódio da orfandade inversa, temos a minha irmã, coroada de espinhos e de cama há dois dias. Em seguida, Felipe Remador, estático no terraço em pleno inverno e com o estômago vazio. Talvez eu em esteja em terceiro lugar, junto com a namorada do Léo, não sei. O que sei é trago as notícias, como um relâmpago invisível que transformará os tímpanos do ouvinte em peito.
“Escuta, Felipe.” E descrevo como um apresentador de telejornal excessivamente soturno o desdobrar dos fatos do dia: encontraram o corpo preso ao recife, poucas escoriações, a causa mortis foi mesmo o afogamento, está tudo acertado para o enterro amanhã, no Parque da Colina. Falei com a mãe da namorada, ela não vai, está em choque. Aquele menino, Raul, ainda não voltou a Belo Horizonte. Me ligou do celular do Léo, estava com uma voz tenebrosa. Está tudo pago, não se preocupa. Eu estou muito bem empregado e não é hora de falar disso. E dou sequência, como ventania: “Preciso te contar uma coisa, Lipe, o Léo me ligou no dia anterior ao sumiço, e a conversa estava mais estranha do que de costume…”
“Eu comi, sim. Tem macarrão, se você quiser.” E me corta como se nos falássemos pela internet, com enorme atraso. E começa a me contar do filho: coisas que eu já sei, mas só me resta ouvir mais uma vez.
Leonardo Remador nasceu com o cordão umbilical em volta do pescoço, sem choro e nem desespero. Nasceu sorrindo. O obstetra achou que estava se contorcendo pelo sufoco, mas não: era um sorriso mesmo. “Esse é forte, corajoso” — daí ‘Leonardo’ — disse, para encher o pai de orgulho, enquanto a enfermeira entregava o Príncipe aos braços da mãe. Era um Príncipe, quase enforcado, porém um Príncipe, como são todos os recém-nascidos após a Proclamação da República. Não parava de se mexer e olhar ao redor, como se procurasse por mais um corda para se amarrar, e se apertar.
Começou a andar com oito meses (o que o pediatra considerou um recorde) mas o pai já reparava que muito antes o guri já ensaiava ficar de pé. Era uma brincadeira nervosa: apoiava-se nos joelhos e esticava as pernas trêmulas, e em dois segundos caía. “Toda criança faz isso”, diz o pediatra sem querer estregar o encantamento do recém-pai. “Não”, continua Felipe, “ele não cai e chora. Ele cai a dá a maior gargalhada. E se levanta e se joga de novo. E ri. Se já soubesse falar ia chamar isso de ‘brincadeira da gravidade’, sei lá”. E descreve a forma como o filho olha para baixo ao cair, como se quisesse testemunhar cada segundo do trajeto. “Às vezes o Léo tem um senso de humor maior do que o das outras crianças”, desconversa o jovem doutor, voltando os olhos adestrados ao monitor adestrador do computador.
Aos cinco anos chorava e dava escândalos quando o pai se negava a dar uma volta de motocicleta com ele pelo quarteirão. Quando o seu desejo era atendido aos finais de semana, voltava para casa dócil e calado, prestes a cair no sono e recompensar os pais com o silêncio que o casal tinha antes do Príncipe ter vindo ao mundo.
E ele foi ao mundo: no futebol, só jogava como goleiro pois nas outras posições não podia atirar-se pelos ares e havia menos risco de levar uma bolada na cara. Na natação, perdia as instruções do professor por se interessar mais pela apneia. Se deu melhor nas artes marciais, para o desespero de sua mãe que não suportava ter que aplicar curativos duas vezes por semana. Finalmente, na puberdade, a coragem e o senso de humor exagerado tornaram-se insuportáveis. Gostava de provocar o pai pelo simples prazer de escutar sua voz engrossar e ameaçá-lo. Sentava-se na janela para ouvir música e balançava-se para frente e para trás em um ângulo cada vez menos agudo, cantarolando sossegado até que a mãe o via do corredor e gritava de susto. Só se interessava pelas garotas que já tinham um namorado, e aos treze anos voltou para casa com um olho roxo e os lábios rasgados por roubar um beijo de uma garota mais velha que estava a dois metros do cara mais velho ainda que a namorava. Os pais concordavam que aquilo não era rebeldia pois sempre que aprontava alguma o adolescente passava os próximos dois ou três dias obediente e calmo. Ele tinha ideias que beiravam a burrice e após um longo ano de acidentes e notas baixas, foram atrás de especialistas, pois o primeiro médico que o tocou estava mesmo errado. Leonardo, segundo o psicólogo, era um bom rapaz, mas era melhor ir ver um psiquiatra. O psiquiatra — que por curiosidade saltava de para-quedas nos finais de semana — também não viu nada de errado no garoto, mas por via das dúvidas, recomendou um amigo neurologista. Após mapear o cérebro de Léo, confirmou a boa saúde mental do rapaz, mas seguiu uma pista em sua circulação sanguínea nos exames de rotina que o levava a crer que o nível de adrenalina era muito mais alto do que o normal. Com a ajuda de um endocrinologista constaram que a coragem de Leonardo era na verdade uma doença rara em suas glândulas renais que produziam uma quantidade excessiva daquele hormônio, viciando das íris aos pulmões, passando pelo coração e todos os músculos. O pai teve que vender a moto e um carro, mas pagaram o tratamento e aos dezesseis Léo já não andava mais com sua bicicleta sem freios pelo bairro. Apesar de não ser dos mais espertos ou um dos mais bonitos, tinha um talento único com as mulheres, já que a possibilidade de rejeição o atraia, coisa que não existia em homem algum. Aos dezenove, arrumou uma namorada sem namorado, Júlia, e achava o máximo quando a menstruação dela atrasava alguns dias, e é claro que não era nem um pouco favorável ao uso de preservativos. Dizia apenas que era uma pessoa simples e que gostava das diversões curtas pois a vida, em si, era mesmo curta. Raul, um dos seus amigos mais antigos, ria e dizia que o problema é que os momentos simples de Léo poderiam encurtar a vida mais ainda. Era grato ao parceiro, pois mesmo sem se interessar por um baseado, Léo era o único disposto a entrar com ele nas favelas para comprar aquele mato amassado.
Apreensivos, os pais viram o garoto tirar a carteira de motorista. Nenhum problema, a não ser as multas por excesso de velocidade que eram pagas pelo próprio rapaz, que se virava na papelaria do pai do Raul. As pessoas que conviviam com ele acabaram se acostumando e até mesmo os pais deixaram de se preocupar tanto e esqueceram que “o jeito dele” era um problema sério. Júlia, segundo um psicanalista freud- ou junguiano (precisamos diferenciar charlatões?), no fundo morria de tesão por caras irresponsáveis, Raul (nas palavras de uma pedagoga do Ensino Médio) também não era exemplo de comportamento e assim Leonardo tocou sua vida abusando da sorte.
Acontece que, mineiro que era, Léo poucas vezes foi ver o mar, e só o fez ao lado dos pais, que não gostavam muito de areia. Aos vinte e um foi ao litoral capixaba com Júlia, amigos dela e o tal do Raul. Uns dois ou três dias antes da data da volta para casa, Léo me ligou. Ouvi o pequeno trip journal que, não sei porque, decidiu me contar ao custo de todos os créditos do seu pré-pago. Começa bobo e vai escurecendo, como a apresentação de um palhaço trágico, e eu me arrependo de não ter anotado algumas partes, ou gravado a conversa toda.
Em janeiro, o sol derramava-se do alto e refletia na areia e no mar, queimando sua pele branca e agredindo seus olhos não muito escuros. Gostou daquilo, mas logo à frente estava algo que o seduzia muito mais, o próprio mar. Não entendia como tantas pessoas aguentavam ficar o dia inteiro sentadas em cadeiras de plástico bebendo e comendo ao redor dos quiosques sem nem se aproximar das ondas. Logo no primeiro dia, subiu com Raul em um morro baixo com os pés descalços e sentaram-se em rochas negras que um dia formaram um coral. Enquanto o amigo apertava um, viu uma mulher alta e bronzeada, de cabelos morenos e músculos bem definidos mergulhar nas águas e nadar por quatro minutos, sem parar, traçando uma linha quase reta. Ao distanciar-se da praia, as ondas tornaram-se maiores e algumas pessoas já acenavam para que ela voltasse. Desapareceu atrás das ondas por alguns segundos, e, depois, sorrindo, nadou de volta como se estivesse em uma piscina rasa. Gostou daquilo.
Nadou com Júlia um bom tempo pela tarde, sem se arriscar de mais. Toda vez que olhava para a linha do horizonte, se distraía a ponto de deixar de escutar o que a namorada falava. Lembrou-se de como aquela morena conseguiu ir tão longe com tanta calma. Gostou daquilo, mas gostou de mais. À noite, após uma bebedeira na casa dos pais de um dos amigos de Júlia, Léo teve sonhos agitados. Quando acordou, lembrou-se de três: primeiro, mordia o cano de uma arma de fogo que um homem encapuzado que apontava para sua cabeça, rindo da falta de coragem do assaltante em disparar. Em outra situação apontava para a namorada que trocava de roupa, mostrando para Raul. Por fim, sonhou que nadava no fundo de um lago e respirava normalmente embaixo d’água, sem precisar voltar à superfície.
Saiu sozinho para comprar pão e o que mais precisassem. Como em qualquer cidadezinha do litoral do Espírito Santo, encontraria uns cinco botecos para cada padaria ou mercearia — se a mercearia vender cerveja, não sei dizer como ficaria a conta, mas enfim, por uma questão estatística decidiu tomar uma antes de cumprir a sua missão de levar comida à namorada e aos amigos.
Ao final da primeira garrafa daquela cerveja fraca mas bravamente gelada, Léo olha em volta e percebe a presença da nadadora alta e morena. Não a tinha visto ali, sozinha na outra ponta do balcão, que era em éle e permitia tal ponto cego. A moça olhava para ele e achava graça da miserável atitude do menino de quase torcer a garrafa que já havia acabado. Ofereceu a sua, cheia, e lá vai Léo conversar fiado com uma mulher linda e aparentemente solteira ao invés de levar pão para a namorada. “Ela achou o meu sobrenome o máximo, tio. Disse que eu devia nadar muito bem, porque, ‘Remador’, né. Mas já devia estar bêbada. Achava graça de tudo. Meio doidinha, acho que não estava me dando mole, só tentando escapar de um cara lá que não parava de mexer com ela. Mas eu não vi o cara. Eu estava tranquilo também, cê sabe que eu gosto muito da Júlia. Mas então, cê lembra daquela menina que nadava comigo na equipe da escola? Você já deu carona pra ela. É a cara, tio. Eu pensei que fosse ela.” Tirei o celular do ouvido para ver o tempo da conversa no display. 52 minutos. E o menino não parava de falar. “Vai comprar o pão, ô sem vergonha.” E ele me obedeceu e desligou.
Olha, apesar dos quarenta e poucos, eu sou um homem bonito. Na verdade, eu sempre fui. E mesmo assim, uma morena dessas nunca me abordou em boteco copo sujo de praia. Só uns tios e uns hippies para me pedirem o isqueiro. E eu adoro morenas, Léo.
Léo.
O que aconteceu com você? O Raul me contou de uma briga com um rapazinho local — aliás, eu preciso achar o Raul — e agora as hipóteses florescem na minha imaginação, que não tem sono desde o contato da polícia.
Passaram os próximos dias longe da praia, fazendo trilhas e visitando os arraiais à procura de festa. Com Júlia sentada em seu colo (eu só via vocês nessa posição, encaixavam bem, até), estava em um boteco ao lado da praça da igreja de uma vila. Bebiam cerveja e viravam doses de cachaça da pior qualidade enquanto um forró soava indecifrável abafado pela voz de umas dezenas de pessoas que ocupavam as calçadas. Foi surpreendido por um grito de Raul que levantava a voz para um adolescente, prestes a agredi-lo. Pediu para Júlia levantar-se, a garota não atendeu imediatamente e quase foi derrubada no chão por um homem de sorriso estranho que até o minuto anterior era o namorado que com carinho passava as mãos quentes em suas pernas. A coragem imbecil que custou um carro e uma moto ao pai de Leonardo agarrava o adolescente pela nuca e bateu o rosto do rapaz com força em um banco de madeira e ferro da praça. Enquanto o sangue corria, alguém acertou uma cadeira nas costas de Léo, enquanto três ou quatro homens mais velhos corriam atrás dele, que escapava. Sumiu no mato, rasgou a perna esquerda nos galhos (uma das escoriações não era de coral, mas aparentemente de vegetação rasteira) e encontrou uma estrada de terra que seguiu por mais de uma hora caminhando devagar, sentindo seu corpo em chamas por conta do coração que parecia ter dobrado de tamanho.
Não sabia o motivo da briga de Raul e nem se importava. Também não se importava da grosseria com a namorada e nem com o fato de que provavelmente alguns homens o perseguiam em uma caminhonete, moto ou jipe com pedaços de pau ou uma pistola semi-automática embaixo do banco. Exausto, alcançou a praia. Sentou-se na areia e viu o sol nascer, vermelho como se estivesse se pondo. Realmente, o sol se punha para você, meu afilhado. Viu uma pessoa caminhar onde as ondas quebravam, chegou mais perto e reconheceu a mesma mulher de cabelos negros que viu no primeiro dia no litoral. A do bar (que… coisa é você, mulher? Shinigami?). Ela ignorou sua presença e mergulhou, nadando mais uma vez em ritmo forte e veloz, até desaparecer na espuma de uma grande onda que quebrou prematuramente. Mergulhou também. Seu corpo em chamas mal percebeu como a água estava gelada. Nadou em compasso olímpico esticando todos os seus músculos, estirando seus pulmões, sugando todo o ar salgado que havia em quilômetros cúbicos. Sem parar as braçadas, abriu os olhos e viu que a mulher nadava ao seu lado, fechou os olhos que ardiam com o sal e quando abriu de novo, ela já não estava mais lá. Quando finalmente parou, viu que ela voltava, derrotada e humilhada pelo novo recordista daquela praia.
Enquanto a água esfriava, olhou para o céu e ficou finalmente satisfeito de uma forma irracional, a única forma que sentia-se satisfeito na vida. Todo o seu corpo vibrava, o prazer era tão grande que balançava os pés sem cansar pra manter-se na superfície sem se cansar. Quando o corpo doeu pelo frio que fazia, decidiu voltar, mas quando olhou para a praia, ela estava distante e uma névoa baixa ia convertendo-a em um ponto invisível naquela imensa massa azul. O corpo esfriou, os pés pararam de se mover, os braços penderam-se ao lado do quadril. Quanto maior o músculo, mais forte a dor da cãibra, e as panturrilhas de Léo pareciam dois mamões. Afundou em silêncio, e sonhou de novo. Sonhou que nadava em um lago escuro e podia respirar embaixo d’água. Sonhou que estava na praia e nadava em direção ao horizonte. Quando quis voltar, a praia estava perdida.
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